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ENCONTRO ESTADUAL DO MOVIMENTO LGBT VAI ABORDAR QUESTÕES DE SAÚDE, VIOLÊNCIA E DIREITOS HUMANOS

O avanço da epidemia de AIDS entre os jovens gays e o combate a violência na população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), serão alguns assuntos pautados no 5º Encontro Estadual do Movimento LGBT do Pará que tem inicia hoje (10) em Ananindeua/PA.


Com o tema “Fortalecer e Unificar: A nossa luta não pode parar”, o evento reunirá integrantes das 37 entidades filiadas e organizações parceiras, além de representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB - Pará), da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEJUDH) e do atual Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.

A programação que se estende até domingo (12), discutirá ainda a organização do Movimento, bem como a eleição de representantes para o Conselho Estadual da Diversidade Sexual (SEDS) e Grupo de Trabalho de Segurança Pública e Combate à Homofobia.

Ao termino do encontro, os participantes seguiram à Brasília/DF, para participar da IV Marcha Nacional contra a Homofobia. 

SERVIÇO
PAUTA: 5º ENCONTRO ESTADUAL DO MOVIMENTO LGBT DO PARÁ
DATA: 10 a 12 de maio de 2013 LOCAL: Escola Estadual Dr. Agostinho Monteiro
END.: Conjunto Cidade Nova 2, Ananindeua/PA
CONTATO: 91 8228 1556 (Beto Paes) / 91 8141 9047 (Eduardo Benigno)
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REDE EM MOVIMENTO (MARÇO/ABRIL)

As águas de março e o abril pascal começam a se despedir deixando marcas na caminhada da Rede Jovens + Pará. Uma etapa de reflexões e ações importantes para o desenvolvimento do grupo que viveu estes momentos com bastante entusiasmo e comprometimento com a vida. 

Buscando colaborar cada vez mais no fortalecimento do protagonismo juvenil dentro das ações de saúde e educação, contribuímos na capacitação e implantação/implementação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), na Região Metropolitana de Belém, ocorrida de 18 a 22 de março, na Escola de Governo do Pará. 

“Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”. O trecho desta canção de Gilberto Gil encontrou ressonância e motivou os jovens a participarem da IV Caminhada Pela Liberdade Religiosa que aconteceu no dia 17 de março. O som dos atabaques ecoava na Presidente Vargas, uma das principais avenidas de Belém, naquela manhã de domingo. [saiba +] 

A música, o sorriso, o abraço foram alguns gestos compartilhados na tarde do dia 31 de março, durante o almoço fraterno da Páscoa entre os integrantes da Rede. Aquele domingo proporcionou um clima acolhedor e festivo levando os presentes a uma maior integração.

Na visita ao UNICEF realizada no dia 05 de abril, apresentou-se o balanço das atividades desenvolvidas no ano anterior e o planejamento para 2013. Também houve um agradecimento pelo importante apoio que o UNICEF tem disponibilizado e reafirmou-se a parceria com a agência, em vista da defesa e promoção de direitos dos adolescentes e jovens vivendo com HIV/Aids. 

Ocorrida em 11 de abril, no Auditório da Secretaria de Estado de Obras Públicas (SEOP), a oficina de elaboração da Programação de Ações e Metas (PAM) do Estado do Pará, também contou com a participação da Rede Jovens + Pará e das demais entidades da sociedade civil e redes de pessoas soropositivas que compõem o Fórum Paraense de ONG-Aids e Hepatites Virais. 

Na reunião ordinária realizada no dia 13 de abril na Escola Costa e Silva, encaminharam-se algumas demandas presentes no Planejamento 2013, assim como (re)democratizou algumas responsabilidades entre os integrantes. Além disso, o grupo definiu o processo de seleção para a delegação do Pará no VI Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids que será realizado de 10 a 13 de abril em Brasília.

Sendo uma Rede que se propõe educar pela/para a comunicação na busca de direitos, participa de processos de reflexão-ação buscando socializar in-formações e práticas. Neste sentido, Jovens + Pará esteve na Oficina de Comunicação e Direitos Humanos, promovida pela Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais – ABONG. A atividade aconteceu nos dias 16 a 18 de abril na Sede da CNBB/N2.

Na Câmara Municipal de Belém (CMB), os integrantes da Rede também participaram no dia 19 de abril da Sessão Especial acerca do “Dia Municipal de Luta contra a Aids”. A iniciativa da vereadora Marinor Brito juntamente com o Movimento de Luta contra a Aids, promoveu o debate sobre os principais problemas enfrentados principalmente pelas pessoas vivendo com HIV, tendo em vista a construção de um plano emergencial. 


A Rede também esteve facilitando o tema “Juventude e Aids” no XV Encontro de Agentes da Pastoral da Aids do Regional Sul 2 da CNBB. Do norte ao sul do Brasil, mais especificamente do Pará ao Paraná, partilhamos nossa experiência de trabalho através do protagonismo juvenil e a importância deste no enfrentamento à juvenização da epidemia. 

Em março e abril, houve outras atividades não menos relevantes estiveram acontecendo com a participação da Rede Jovens + Pará com: Fórum Paraense de ONG-Aids, Grupo de Trabalho Intersetorial do Programa Saúde na Escola (GTIE – PSE), Coordenadoria de Promoção dos Direitos da Juventude (CPDJ – SEJDH), etc. 

Articulados no tripé da formação, da acolhida e do controle social, busca-se cada vez mais amadurecer com a sociedade civil e poder público na construção de estratégias que possam reconhecer os jovens na sua integralidade como sujeitos de direitos e agentes da transformação necessária que o mundo espera ver!
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REDE DE JOVENS PARTICIPA DA CAMINHADA PELA LIBERDADE RELIGIOSA EM BELÉM

Na manhã de domingo (17), foi realizada a “IV Caminhada Pela Liberdade Religiosa – Caminhando a gente se entende”. A concentração aconteceu na Escadinha do Cais do Porto (ao lado da Estação das Docas), rumo a Praça da República. O evento alusivo ao Dia Estadual e Municipal da Umbanda e das Religiões Afro Brasileiras – 18 de março, teve como objetivo o combate a intolerância religiosa e o direito a liberdade de crença. 
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A Rede Jovens + Pará, juntamente com demais entidades do Fórum de ONG-Aids estiveram presentes somando na caminhada que subiu a Avenida Presidente Vargas embalada pelo som dos tambores e pelas danças de matriz africana. O momento também foi de protesto pela saída do Deputado Marco Feliciano da Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. 

A memória de mãe Doca, também esteve presente na programação. Ela que foi a mulher que primeiro tocou tambor no Pará, símbolo de resistência para as comunidades afro-religiosas do Estado.
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REDE DE JOVENS PARTICIPA DA OFICINA DE ELABORAÇÃO DA PAM-BELÉM

A Rede Jovens + Pará esteve participando no dia 19 de fevereiro da elaboração da Programação de Ações e Metas (PAM), do Município de Belém para 2013. A atividade que contou com a participação de diversas entidades ligadas ao Fórum Paraense de ONG-Aids e também com representantes do poder público municipal e estadual. 


O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde apresentam que o número de óbitos por HIV/Aids em Belém está duas vezes maior que a taxa nacional, colocando-a entre as cinco capitais da região norte com alta incidência de casos de Aids. 

De acordo com a Coordenação Municipal de DST/Aids, os dados sobre casos de óbitos em decorrência da Aids, apontam 344 no sexo masculino e 118 feminino, totalizando 462 pessoas de 2008 a 2012. 
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ONGS DO PARÁ ALERTAM PARA CRESCIMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS NO ESTADO

Em nota enviada à imprensa, o fórum de ONGs/Aids do estado do Pará alerta para o aumento do número de casos de infecção pelo HIV no estado. Segundo o documento enviado por email, o Ministério da Saúde indica que o número de óbitos por HIV/aids em Belém, atualmente é duas vezes maior que a taxa brasileira, que é de 6,31 por 100.000 habitantes. De janeiro até junho de 2012, Belém teve uma taxa de 13,71 casos por 100.000 habitantes.

Segundo o grupo, os dados evidenciam o crescimento da epidemia no Pará, e, com isso, a vulnerabilidade do sistema de assistência à saúde em todo o Estado. Confira outras informações divulgadas pelos ativistas:

No período de 1980 a 2010, ocorreram 8.154 óbitos tendo como causa básica a aids, na Região Norte, sendo a maioria no Estado do Pará (4.186 óbitos; 51,3%), no Amazonas (2.117; 26%), e em Rondônia (820; 10,1%). No ano de 2010, ocorreram 923 óbitos na Região Norte, sendo 480 (52,0%) no Pará, 277 (30,0%) no Amazonas, 71 (7,7%) em Rondônia, 37 (4,0%) no Tocantins, 32 (3,5%) em Roraima, 14 (1,5%) no Acre e 12 (1,3%) no Amapá.

Segundo informações do DAME – HUJBB, a taxa de óbitos por aids em mulheres aumentou desde 2010, quando foi de aproximadamente de 22,34% do total de óbitos, para 28,12% em 2011, atingindo 31,74% apenas no primeiro semestre de 2012.

Considerando que a reforma do espaço físico do hospital obrigou à redução do números de leitos para pacientes com HIV aids de 30 para 20 isso indica que há mais mulheres sendo internadas em estado grave com aids no hospital; que há o diagnóstico tardio de HIV-aids em mulheres; a existência da feminização da epidemia; e a vulnerabilidade do programa de aids em Belém.

Com relação aos homens, de acordo com os dados fornecidos pelo DAME-HUJBB, a taxa de óbitos por aids, que em 2010, foi de 77/65% caiu levemente para 71,87% em 2011, atingindo o valor alarmante de 46,51%, só no primeiro semestre de 2012.

Considerando que o hospital HUJBB é referência regional no atendimento de pacientes com aids, e que vários casos tem o diagnóstico definido apenas na internação hospitalar, constata-se que a rede básica de saúde do município de Belém não é eficiente na detecção precoce do HIV. O diagnóstico tardio é uma realidade em Belém. No Hospital Barros Barreto de cada três altas de aids uma delas é por óbito, nos três últimos anos.

O diagnóstico tardio compromete severamente o tratamento do paciente, já que este é admitido no hospital com um quadro clínico gravíssimo. Muitas vezes o usuário descobre não apenas uma doença oportunista grave, mas a sua própria condição de soropositivo já no hospital.

Considerando que 42% das mulheres e 25% de homens investigados, no período de 2010 ao 1° semestre de 2012, procedem do interior do Estado, isso indica a deficiência de diagnóstico de HIV no interior do Estado do Pará. O Estado, que possui 144 municípios, registra apenas 57 CTA’s, sendo 7 na região metropolitana e 50 para atender aos demais municípios paraenses, significando que 2/3 do Estados estão sem cobertura para o diagnóstico de HIV-Aids.

No período de 1998 a 2010, pode-se observar um aumento na taxa de incidência de aids na Região Norte, passando de 6,1/100.000 habitantes em 1998 para 20,6 em 2010, o que corresponde a um crescimento de 237,7%. No Pará, em 2010, a taxa de incidência de aids, aumentou para 19,5; ultrapassando a média nacional (17,9).

Belém (41,3) é a 3° capital em incidência de casos de aids na Região Norte. E nos municípios com mais de 50 mil habitantes, destacam-se: Paragominas/PA (54,2), Benevides/PA (40,7), Redenção/PA (35,7), Marituba/PA (32,3), Ananindeua/PA (27,5), e Bragança/PA (27,4).

LEITOS
O Pará tem um hospital de referência para tratamento de HIV/aids, o Hospital Universitário João de Barros Barreto, do SUS, que dispõe de um total de 30 leitos para a síndrome. Em Belém, mais quatro hospitais públicos oferecem leitos do SUS para HIV, são eles: Hospital de Clínicas (4 leitos), Fundação Santa Casa (4 leitos), Hospital Dom Luis – Beneficência Portuguesa (2 leitos), Hospital da Ordem Terceira ( 2 Leitos) totalizando 42 leitos de HIV aids para a capital do Estado, Belém, para onde se dirigem a maioria de usuários.

Apenas dois hospitais privados destinam leitos para tratamento de casos de HIV/aids, são eles: Hospital Porto Dias (2 leitos) e Hospital Adventista de Belém (3 Leitos).

No interior do Estado estão 26 leitos disponíveis para o SUS, em diferentes hospitais nas cidades de Alenquer, Altamira, Ananindeua, Aurora do Pará, Barcarena, Bragança, Castanhal, Marabá, Marituba, Redenção, Santarém e Tucurui. Todo o SUS no Estado do Pará dispõe, em dados oficiais, de 68 leitos, sendo 42 na capital e 26 no interior.

Considerando, portanto, que só existem 68 leitos hospitalares para pacientes HIV em todo o Estado, que tem uma população de 7.065.573 habitantes pode-se dimensionar a extensão da tragédia e compreender porque aids ainda significa morte na mentalidade dos paraenses.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS
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ONGS REVELAM A SITUAÇÃO PREOCUPANTE DA AIDS NO PA

A Sociedade Civil Organizada está preocupada com o aumento do número de mortes por Aids no Estado. Pelos menos 1.426 pessoas morreram vítimas da doença, segundo aponta o último boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Deste total de óbitos, 505 aconteceram somente em 2011, um dado preocupante que revela o Pará no topo da lista de mortes por Aids na região Norte. Para piorar a situação, as Organizações Não Governamentais (ONGs) que trabalham na prevenção e combate à epidemia da enfermidade, além da assistência dos pacientes, denunciam que faltam medicamentos na rede pública de saúde para pessoas que vivem com o vírus HIV. A queixa também alerta para a pouca quantidade de leitos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

“O governo já fala em 84 óbitos no ano passado (2012), mas a gente sabe que esse número é maior”, colocou o presidente da ONG Fórum Paraense de Aids, Cledson Sampaio. O militante não apresentou nenhum documento que comprovasse os índices, mas ressaltou que, durante os fóruns de discussões das entidades, correm informações de que morrem, em média, de três a quatro pacientes de Aids por semana no Hospital Universitário João de Barros de Barreto (HUJBB), referência no tratamento da doença no Estado.

“Se é verdade que estas mortes estão acontecendo, temos uma faixa de 16 mortes por mês (seriam 192 mortes por ano, somente no HUJBB), e não 84, como o governo disse. Isto prova que o Estado não tem controle sobre o tratamento da doença ou alguma outra coisa está errada”, desabafou Cledson.

A assessoria do hospital não confirmou as informações e ressaltou que o Barros Barreto segue as regulações determinadas pelo Ministério da Saúde. Quando um paciente de Aids vai a óbito, os dados são repassados para o próprio Ministério da Saúde.

De acordo com o Boletim Epidemiológico, em 2009, 432 pacientes de Aids morreram em consequência da doença. Em 2010, o total de óbitos aumentou para 489 e, em 2011, atingiu a faixa de 505 mortes por Aids no Estado. Ou seja, a média de crescimento da mortalidade pela doença foi de 17% em três anos.

Na capital paraense, a situação ainda é mais alarmante, pois a taxa de mortalidade por HIV/Aids é quase o dobro da média nacional. Enquanto que no Brasil a média de morte é de 6,31 para cada 100 mil habitantes, em Belém os índices são de 13,71 casos por 100 mil habitantes.

Para a coordenadora estadual de DST/Aids, Débora Crespo, a atitude das lideranças das ONGs é de causar estranheza, uma vez que não se pode trabalhar com informações extraoficiais, pois ainda não foram levantadas as estatísticas de 2012 relacionadas aos casos e óbitos de HIV e Aids. O Boletim Epidemiológico será concluído somente em dezembro. “Não é adequado eles discordarem, pois nem a gente tem algum dado oficial. O boletim que temos é o de 2011, do qual eles já têm conhecimento. Os dados de 2012 serão conhecidos somente no final do ano”, considerou Débora.

Ela desconhece o indicativo de 84 mortes por Aids no ano passado. “Não temos nenhum número sobre isso, então não podemos afirmar. O que sabemos é que em 2011 o número de óbitos foi de 505 e que 700 novos casos de HIV foram confirmados”, reiterou a coordenadora.

Medicamentos estão em falta na rede pública de saúde

O coordenador do Fórum Paraense de HIV/Aids, Cledson Sampaio, também denunciou a falta dos medicamentos Sulfadiazina e Ácido folínico, que são entregues gratuitamente aos pacientes de Aids, para combater a toxoplasmose (infecção oportunista que pode levar o paciente a óbito), uma vez que eles possuem a imunidade sensível. “Estes medicamentos estão em falta há alguns meses já na rede pública e isso é prejudicial aos pacientes”, frisou o militante.

Segundo a representante do Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará, Amélia Garcia, que presta apoio a um grupo de mulheres que vivem com HIV e Aids, os medicamentos estão em falta desde setembro. “Eu acompanho a dona Rosa (52), que desde setembro tem que comprar os remédios porque não encontra mais disponível na rede pública”, destacou. O sobrenome da paciente foi preservado.

O acompanhante do paciente S.S.C, 38, também denuncia a falta dos dois medicamentos. Ele passou dez dias sem tomar a dosagem das medicações porque não encontrava os fármacos na rede pública. O caso dele é ainda mais agravante porque teve o diagnóstico positivo para HIV recentemente.

Quando soube que estava com o vírus, a doença já tinha se manifestado e estava em um estágio avançado. A internação era necessária o quanto antes, mas isso só foi possível 20 dias depois que se cadastrou na Central de Leitos.

O problema da falta de medicamentos foi levado pelas ONGs ao secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco, que se comprometeu em verificar a situação e garantir que estes remédios básicos não faltem mais aos pacientes. A ausência desses medicamentos na rede pública não foi justificada.

Ausência de leitos e especialistas na lista de problemas

A pouca quantidade de leitos é outro problema apontado pelas ONGs de combate a Aids. Cledson acredita que está na hora do Estado reorganizar os leitos e reservar alguns também em hospitais regionais, assim diminui a fila de espera por uma vaga no Hospital Barros Barreto, que dispõe de apenas 30 leitos para atender a demanda.

Além desta unidade, Belém conta com outros quatro hospitais que oferecem leitos para pacientes, sendo o Hospital de Clinicas e Santa Casa, com quatro leitos cada um, e a Beneficente Portuguesa e Ordem Terceira, com dois leitos cada um.

De acordo com o acompanhante de S.S.C., o problema de conseguir internação nestes hospitais é que eles não teriam um infectologista de plantão os sete dias da semana. “Estes especialistas não estão nos hospitais aos finais de semana e os pacientes de Aids ficam assistidos apenas pelo clínico geral”, denunciou.

Débora ressaltou que as atenções do Ministério da Saúde e do Governo do Estado tendem a priorizar agora a assistência aos que já desenvolveram a doença. A rede hospitalar do tem leitos contratualizados para pacientes de Aids e o SUS repassa os gastos para aquele paciente”, frisou.

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FÓRUM DE ONG-AIDS PAUTA PROBLEMATICAS NA POLÍTICA DE AIDS PARA SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO

Na manhã de ontem (01), a Rede Jovens + Pará, participou com as demais entidades do Fórum Paraense de ONG-Aids de uma audiência com o Dr. Hélio Franco, atual secretário estadual de saúde pública (SESPA). A reunião tinha como propósito a busca de respostas e soluções acerca dos diversos problemas que a epidemia tem causado dentro do Estado. 

Entre as questões apresentadas, estava o descaso com a Política de Aids no Pará, a apresentação da Programação de Ações e Metas (PAM) elaborada sem a participação da sociedade civil – garantida pela portaria 2.313 do Ministério da Saúde, a ausência de medicamentos básicos e leitos específicos nos hospitais, a sobrecarga de exames no LACEN gerando a demora no retorno dos resultados aos Serviços de Atendimento Especializados (SAE), o aumento de óbitos na capital em decorrência da Aids entre outras. 

O titular da SESPA, reconheceu a importância das demandas apontadas pelo movimento social e comprometeu-se em analisar e resolver muitas destas. Na ocasião, além das entidades que compõem o Fórum, estiveram presentes a Dra. Rosiana Nobre, Diretora de Vigilância em Saúde da SESPA e Marinor Brito, ex-senadora do Pará e atual vereadora na Câmara Municipal de Belém.
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PLANEJAMENTO DA REDE JOVENS + PARÁ

Avaliar a caminhada e definir estratégias para atuação da Rede Jovens + Pará, será o propósito do encontro que acontecerá nos dias 02 e 03 de fevereiro em Belém/PA. A atividade será protagonizada pelos(as) integrantes da RNAJVHA/PA, com enfoque no enfrentamento à juvenização da Aids no Estado.

Na atividade, estarão sendo refletidas questões relacionadas a prevenção, ao acolhimento e ao cuidado biopsicossocial de jovens vivendo e convivendo com HIV, entre outros assuntos relacionados à temática. Além disso, os trabalhos de formação, incidência política e controle social, articulados com o poder público e a sociedade civil, serão destacados dentro da programação.

O intuito será concluir esta atividade tendo definido o plano de atuação, a estrutura de organização assim como a elaboração do calendário das atividades que serão assumidas em 2013.

CONHEÇA A REDE JOVENS + PARÁ

Jovens + Pará é a articulação estadual da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids que luta na promoção e defesa dos direitos humanos, como foco nos direitos sexuais e reprodutivos da população juvenil.

Desde 2009 realiza diversas atividades de prevenção e acolhimento, incidência política e controle social, tendo a metodologia de educação entre pares como ferramenta para a construção e o fortalecimento do protagonismo juvenil.

Atualmente desenvolve rodas de conversas sobre os temas relacionados a temática do HIV/Aids, facilita oficinas para profissionais da saúde e educação, assim como participa do Grupo de Trabalho Intersetorial estadual do Programa Saúde na Escola (GTIE/PSE).

Além disso, integra o Fórum Paraense de ONG-Aids e também participa das discussões e intervenções sobre políticas públicas para a juventude.
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RNAJVHA/PA PARTICIPA DE FÓRUM SOBRE EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA EM BELÉM

Na última quinta-feira (24) a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids (RNAJVHA/PA), participou do Fórum de escuta sobre Extermínio da Juventude Negra promovido pelo Canal Futura, no auditório da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - SDDH. A atividade teve como propósito consultar as diversas organizações que trabalham com a temática juvenil e direitos humanos, afim de compartilharem sobre a violência e genocídio a jovens negros(as) e possíveis formas de enfrentamento.

Contando com a participação de lideranças da Pastoral da Juventude (PJ), do Fórum de Juventude Negra (FOJUNE), Coletivo Casa Preta, Instituto Universidade Popular (UNIPOP), Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará (CEDENPA) e outras entidades, o momento proporcionou um espaço de troca de experiências e informações diversas sobre a realidade vivida pelos(as) jovens negros(as) na Amazônia. No encerramento as instituições presentes sentiram a necessidade de continuar este debate e definiram uma agenda para o próximo dia 31, no intuito de pautar possíveis ações.

Fotos: Kelem Cabral (Canal Futura)
Segundo Eduardo Soares, representante estadual da RNAJVHA/PA, os dados do Ministério da Saúde, apontam a população juvenil como a principal vítima da Aids e da violência. “Muitos jovens que hoje estão infectados pelo HIV, são negros e também estão vulneráveis a esta situação de violência” comenta. “É possível considerar o extermínio e a infecção do HIV de jovens negros, duas epidemias com elementos comuns como o racismo e o empobrecimento social, que precisam ser combatidos coletivamente” acrescenta.



Os fóruns integram a série “Diz Aí”, que serão produzidos pelo Canal Futura em parceria com o Instituto Querô. Além do Pará, esta sondagem também acontece ainda este mês nos Estados do Rio de Janeiro (22), São Paulo (25) e Bahia (29).
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AIDS E INQUIETAÇÕES JUVENIS

         Em mais de trinta anos da sua descoberta, a Aids ainda é novidade pra muita gente. Além do HIV continuar fazendo milhares vítimas no Brasil e no mundo, ele ainda é “desconhecido” ou velado em diversos lugares. A grande questão, é que a epidemia vem crescendo cada vez mais entre os(as) adolescentes e jovens, se tornando uma vivência compartilhada entre seus/suas familiares e amigos(as).

         Num país onde a saúde pública é um dos principais problemas e as políticas de juventude ainda são utopias, que de forma arrastada tentam sair do papel, não  é de estranhar esse “vale a pena ver de novo” no aumento de infectados(as) nesta faixa etária pelo HIV. Pode ser até “comum” esta incidência, mas não deve ser naturalizada ou tratada como algo banal.

         São milhões destinados a compra de insumos de prevenção e medicamentos, em campanhas publicitárias e materiais gráficos para divulgação, em pesquisas e pagamento de recursos humanos para atuar nas unidades de testagem e tratamento... Muito dinheiro e ainda temos uma epidemia lotando os leitos de hospitais, colocando o norte e nordeste em estado (e em Estados) de alerta. O que está faltando?

         Pesquisadores(as) provocados(as) por esta situação, contando depois com a adesão do Movimento Nacional de Luta Contra a Aids externaram sua insônia através do manifesto: “Aids no Brasil hoje: o que nos tira o sono?” Os gritos silenciados, mas evidentes, foram chegando em diversos lugares do país, somando a muitas vozes que já denunciavam o retrocesso da política de Aids nos Estados e municípios, que agora era uníssono também na esfera federal. Jovens até se perguntavam: o SPE está passando por onde? E o Plano de enfrentamento à juvenização, deixará de ser lenda?

        Gera mais inquietação, quando a realidade é confirmada através do trecho da música: “o jovem no Brasil não é levado a sério”. Estamos falando de uma população de grandes potencialidades que historicamente é taxada mais como problema, que solução. Como “ninguém” quer problema perto de si, é melhor afastar ou por fim. Será isto então que motiva o genocídio à juventude negra e a redução da maioridade penal?

         O que é mesmo protagonismo juvenil? Será um paneiro de conceitos e poucas ações? Um alguidá de ideias, cercado de tutelas e preconceitos? Substantivo ou adjetivo? O fato é que quando não acreditamos na autonomia destes(as) jovens, não valerá a pena a promoção da saúde na perspectiva da educação entre pares. Assim como não terá tanta eficácia, uma ação “para” a juventude, mas “com” a juventude, adotando a disciplina da escuta como exercício para a descoberta do novo.

         As três décadas de combate a Aids, não podem retroceder através de discursos tendenciosos e oportunistas. Assim como o incentivo político-financeiro, não deve ser tratado como exclusividade, mas como prioridade. A juventude não deve ser tratada como mera coadjuvante, tampouco com tutela ou desprezo, mas sendo levando em aliando a construção da sua identidade e de sua autonomia a capacidade mobilizadora de transformar. Afinal, este é um trabalho que não nasce do nada para lugar nenhum, mas também tem como ponto de partida a vida dos(as) adolescentes e jovens.

         Neste sentido, vale ressaltar que o “ativismo virtual” deve ser consequência do trabalho de base, a sociedade civil organizada estabelecendo o diálogo constante com os governos sem que perca sua identidade e as estratégias de prevenção pautadas nas novas tecnologias construídas mutuamente. A metodologia de educação entre pares e a educomunicação protagonizadas pelos(as) jovens, podem até não resolver todos os desafios atuais, mas poderá amenizar o sono de quem tira e/ou de quem está vivendo esta insônia “induzida”.

Eduardo da Amazônia
Representante Estadual da RNAJVHA
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REPRESENTANTE AMAZÔNICO ARTICULA PARCERIA EM MANAUS

Efraim Lisboa, representante amazônico da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids - RNAJVHA Amazônia, visitou a Casa Vhida na tarde da terça-feira (11), a fim de ter uma aproximação entre a instituição e a Rede.

A aproximação tem como objetivo o apoio e o incentivo a adolescentes e jovens vivendo com HIV/AIDS, através da realização de atividades e ações, onde abordarão assuntos do interesse dos mesmos, como bullying, gravidez, sexualidade, entre outros assuntos.

"A principal finalidade é preparar esses jovens e adolescentes para a vida, ajudá-los a viver com o vírus e seus estigmas, combatendo preconceitos e aderindo melhor ao tratamento" comenta Efraim Lisboa. 


O “Grupo Vida Positiva” da Associação de Apoio à Criança com HIV, como também é conhecida a Casa Vida, já realiza algumas atividades de acolhimento, assim como a Rede. O representante acredita que  esta aproximação poderá fortalecer ainda mais esse trabalho, proporcionando uma melhor interação entre jovens que se encontram na mesma situação. 

Sobre a Casa Vhida

A Associação de Apoio à Criança com HIV – AACH, não dá apoio somente a crianças, atende hoje, também, cerca de 78 adolescentes, contando com um local de distribuição de leite, enfermaria, consultórios médico e odontológico, salas de aula, sala de vivência (capacitação para mães), refeitório, sala de TV, sala técnica, berçário, sala de atividades lúdicas e sala de medicações. Além disso, a Casa Vhida conta com a estrutura necessária para o acolhimento institucional, como dormitórios e banheiros.

A AACH também fornece assistência médica, social e psicológica, contando com o apoio de voluntários, psicólogos, médicos, dentistas, enfermeiros e assistentes sociais.

Conheça a casa Vhida:
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JUVENTUDE E PARTICIPAÇÃO

A população jovem do Brasil gira em torno de 50 milhões. Segundo informações da Secretaria Geral da Presidência, este mesmo grupo concentra os piores índices de desemprego, evasão escolar, formação profissional, mortes por assassinato e envolvimento com drogas e criminalidade. Mesmo diante deste quadro preocupante, a primeira Política Nacional de Juventude do país data de apenas sete anos atrás.

Só em 2010 foi aprovada a chamada PEC da Juventude, que virou a Emenda Constitucional 65, introduzindo a categoria "jovem” na Constituição, no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais. Portanto, o Brasil caminha a passos lentos em direção a consolidação de uma política de juventude de Estado, que venha superar a fragmentação e a descontinuidade que caracteriza fortemente alguns dos programas e projetos governamentais, voltados a população entre 15 e 29 anos.

O Brasil é o país onde mais se mata jovens no mundo. Somente em 2011 foram cerca de 28.000, repetindo a tendência de queda no número de jovens brancos e aumento do mesmo tipo de crime contra negros. Dados do Ministério da Saúde dão conta de que no ano de 2010 53,3% das 49.932 vítimas de homicídios eram jovens. Entre eles 76,6% negros e 91,3% do sexo masculino. De outro lado, deste mesmo grupo tão marcado por processos radicais de violência física e simbólica, surgem também novas formas e tentativas de solucionar problemas. A expansão incontornável da política para a arena virtual e a multiplicação de conexões possíveis entre a juventude vem pressionar o Estado para a criação de instâncias de participação que acompanhem as transformações contemporâneas.

Hoje os jovens não pleiteiam somente a resolução de seus problemas, mas a possibilidade de debater e interferir diretamente nos debates mais amplos colocados na conjuntura. Este deslocamento implica também, forçosamente, em passar das tradicionais políticas "para” a juventude, isto é, políticas concebidas pelos governos direcionadas ao jovem, para políticas de juventude, concebidas e elaboradas com a participação deles.

As políticas tem como dimensão fundamental incidir sobre as representações de grupos sociais fortemente estereotipados, como é o caso dos jovens, associados frequentemente a uma suposta propensão ao desvio. A defesa de direitos específicos deste grupo social, também é essencial para que a relação do Estado com a juventude comece a contribuir para disseminação de concepções e representações menos calcadas em estigmas e mais atenta aos anseios e demandas do jovem. Afinal, a história mostra de forma mais ou menos alternada que a juventude também pode ser identificada com o fôlego sempre presente nas transformações em diferentes sociedades.

Fonte: Adital
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