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MEMORIAL DE VELAS PROMOVE A SOLIDARIEDADE E A LUTA CONTRA A AIDS

Os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) revelam que no mundo 34 milhões de pessoas vivem com HIV e 1,7 milhões morreram em decorrência da doença. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, 656.701 casos estão notificados desde o início da epidemia até junho de 2012 e aproximadamente 11,5 mil número de óbitos por ano. É para chamar a atenção sobre esta realidade que acontece no dia 18 de maio, o Candlelight Memorial (em português, “Memorial a Luz de Velas”).


Realizado desde 1983, está em sua 30ª edição, que tem como tema “Em Solidariedade”. O Memorial a Luz de Velas é uma das mais antigas e mais importantes campanhas de mobilização sobre HIV do planeta. É uma importante intervenção para a solidariedade global, rompendo as barreiras do estigma e discriminação e dando esperança às novas gerações. Na programação, haverá o acendimento de velas, simbolizando a memória viva daqueles que perderam sua vida em decorrência da AIDS.

Ainda como parte desta atividade, será realizada no dia anterior (17) a partir das 18h30, uma capacitação com os voluntários, no Instituto de Ciências da Saúde sobre a temática em foco. Estes estarão atuando no evento distribuindo materiais educativos e trocando informações através da abordagem individual com os presentes. 

A expectativa é que cerca de 200 pessoas participem do Memorial, entre estudantes da UFPA, ativistas do Fórum Paraense de ONG-Aids e da população em geral. A organização do evento é da Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina (Comitê UFPA – IFMSA Brasil), da Rede Jovens + Pará (RNAJVHA/PA) e Pastoral da Aids da Arquidiocese de Belém, em parceria com a ONG Noolhar e Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais.

SERVIÇO

PAUTA: MEMORIAL DE VELAS PROMOVE A SOLIDARIEDADE E A LUTA CONTRA A AIDS
DATA: 18 de maio de 2013 (sábado)          HORÁRIO: 18h30          LOCAL: Portal da Amazônia
CONTATO: 91 82640808 (Kennedy - IFSMA) / 91 81831841 (Eduardo - RNAJVHA)
                      rnajvha.pa@gmail.com | pastaidsbelem@gmail.com
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REDE EM MOVIMENTO (MARÇO/ABRIL)

As águas de março e o abril pascal começam a se despedir deixando marcas na caminhada da Rede Jovens + Pará. Uma etapa de reflexões e ações importantes para o desenvolvimento do grupo que viveu estes momentos com bastante entusiasmo e comprometimento com a vida. 

Buscando colaborar cada vez mais no fortalecimento do protagonismo juvenil dentro das ações de saúde e educação, contribuímos na capacitação e implantação/implementação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), na Região Metropolitana de Belém, ocorrida de 18 a 22 de março, na Escola de Governo do Pará. 

“Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”. O trecho desta canção de Gilberto Gil encontrou ressonância e motivou os jovens a participarem da IV Caminhada Pela Liberdade Religiosa que aconteceu no dia 17 de março. O som dos atabaques ecoava na Presidente Vargas, uma das principais avenidas de Belém, naquela manhã de domingo. [saiba +] 

A música, o sorriso, o abraço foram alguns gestos compartilhados na tarde do dia 31 de março, durante o almoço fraterno da Páscoa entre os integrantes da Rede. Aquele domingo proporcionou um clima acolhedor e festivo levando os presentes a uma maior integração.

Na visita ao UNICEF realizada no dia 05 de abril, apresentou-se o balanço das atividades desenvolvidas no ano anterior e o planejamento para 2013. Também houve um agradecimento pelo importante apoio que o UNICEF tem disponibilizado e reafirmou-se a parceria com a agência, em vista da defesa e promoção de direitos dos adolescentes e jovens vivendo com HIV/Aids. 

Ocorrida em 11 de abril, no Auditório da Secretaria de Estado de Obras Públicas (SEOP), a oficina de elaboração da Programação de Ações e Metas (PAM) do Estado do Pará, também contou com a participação da Rede Jovens + Pará e das demais entidades da sociedade civil e redes de pessoas soropositivas que compõem o Fórum Paraense de ONG-Aids e Hepatites Virais. 

Na reunião ordinária realizada no dia 13 de abril na Escola Costa e Silva, encaminharam-se algumas demandas presentes no Planejamento 2013, assim como (re)democratizou algumas responsabilidades entre os integrantes. Além disso, o grupo definiu o processo de seleção para a delegação do Pará no VI Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids que será realizado de 10 a 13 de abril em Brasília.

Sendo uma Rede que se propõe educar pela/para a comunicação na busca de direitos, participa de processos de reflexão-ação buscando socializar in-formações e práticas. Neste sentido, Jovens + Pará esteve na Oficina de Comunicação e Direitos Humanos, promovida pela Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais – ABONG. A atividade aconteceu nos dias 16 a 18 de abril na Sede da CNBB/N2.

Na Câmara Municipal de Belém (CMB), os integrantes da Rede também participaram no dia 19 de abril da Sessão Especial acerca do “Dia Municipal de Luta contra a Aids”. A iniciativa da vereadora Marinor Brito juntamente com o Movimento de Luta contra a Aids, promoveu o debate sobre os principais problemas enfrentados principalmente pelas pessoas vivendo com HIV, tendo em vista a construção de um plano emergencial. 


A Rede também esteve facilitando o tema “Juventude e Aids” no XV Encontro de Agentes da Pastoral da Aids do Regional Sul 2 da CNBB. Do norte ao sul do Brasil, mais especificamente do Pará ao Paraná, partilhamos nossa experiência de trabalho através do protagonismo juvenil e a importância deste no enfrentamento à juvenização da epidemia. 

Em março e abril, houve outras atividades não menos relevantes estiveram acontecendo com a participação da Rede Jovens + Pará com: Fórum Paraense de ONG-Aids, Grupo de Trabalho Intersetorial do Programa Saúde na Escola (GTIE – PSE), Coordenadoria de Promoção dos Direitos da Juventude (CPDJ – SEJDH), etc. 

Articulados no tripé da formação, da acolhida e do controle social, busca-se cada vez mais amadurecer com a sociedade civil e poder público na construção de estratégias que possam reconhecer os jovens na sua integralidade como sujeitos de direitos e agentes da transformação necessária que o mundo espera ver!
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SESSÃO ESPECIAL TRAÇA CAMINHOS PARA PLANO EMERGENCIAL DE AIDS EM BELÉM.

JOVENS + PARÁ COM A VEREADORA MARINOR BRITO - PSOL NA CMB

Na manhã desta sexta-feira (19), a Rede Jovens + Pará esteve presente na Câmara Municipal de Belém para participar da sessão especial sobre a política de aids da capital Paraense. Esta sessão pautada pela sociedade civil, foi apresentada em plenária pela vereadora Marino Brito (PSOL) e aprovada por unanimidade pelos vereadores presentes em sessão anterior.

Os representante da sociedade civil utilizaram a bancada para fazer um prospecto da falta de política de aids no município de Belém, perante aos 8 anos do (des)governo passado, chegando ao ponto de usar-se de todas as ferramentas jurídicas para fazer-se cumprir a assistência as pessoas vivendo com HIV/aids em tratamento nas unidades de referencia de Belém. Sentimento reafirmado na fala do coordenador do Fórum de ONG'S Aids e Hepatites Virais do Pará, Cledson Sampaio, que inicia fazendo um pedido para "que se haja um política e não somente um programa de aids no município de Belém".

Depois de diversas falas, principalmente sobre o alto índice de mortalidade em decorrência da aids na capital, foi tirado como proposta a elaboração de um Plano Emergencial de Aids. Compromisso esse assumido em plenária pela representante do Secretário Municipal de Saúde, no qual será construído com auxilio dos vereadores e da sociedade civil.

Outro grande ponto da sessão, foi a notícia do desarquivamento do projeto de lei que institui o passe livre municipal para as pessoas em tratamento de aids, no intuito de facilitar a adesão ao tratamento da camada mais pobre da população. Este projeto foi anteriormente apresentado pelo então vereador Marquinho (PT) e agora desarquivado e reavaliado pela vereadora Marinor Brito.
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REDE DE JOVENS PARTICIPA DA CAMINHADA PELA LIBERDADE RELIGIOSA EM BELÉM

Na manhã de domingo (17), foi realizada a “IV Caminhada Pela Liberdade Religiosa – Caminhando a gente se entende”. A concentração aconteceu na Escadinha do Cais do Porto (ao lado da Estação das Docas), rumo a Praça da República. O evento alusivo ao Dia Estadual e Municipal da Umbanda e das Religiões Afro Brasileiras – 18 de março, teve como objetivo o combate a intolerância religiosa e o direito a liberdade de crença. 
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A Rede Jovens + Pará, juntamente com demais entidades do Fórum de ONG-Aids estiveram presentes somando na caminhada que subiu a Avenida Presidente Vargas embalada pelo som dos tambores e pelas danças de matriz africana. O momento também foi de protesto pela saída do Deputado Marco Feliciano da Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. 

A memória de mãe Doca, também esteve presente na programação. Ela que foi a mulher que primeiro tocou tambor no Pará, símbolo de resistência para as comunidades afro-religiosas do Estado.
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REDE DE JOVENS PARTICIPA DA OFICINA DE ELABORAÇÃO DA PAM-BELÉM

A Rede Jovens + Pará esteve participando no dia 19 de fevereiro da elaboração da Programação de Ações e Metas (PAM), do Município de Belém para 2013. A atividade que contou com a participação de diversas entidades ligadas ao Fórum Paraense de ONG-Aids e também com representantes do poder público municipal e estadual. 


O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde apresentam que o número de óbitos por HIV/Aids em Belém está duas vezes maior que a taxa nacional, colocando-a entre as cinco capitais da região norte com alta incidência de casos de Aids. 

De acordo com a Coordenação Municipal de DST/Aids, os dados sobre casos de óbitos em decorrência da Aids, apontam 344 no sexo masculino e 118 feminino, totalizando 462 pessoas de 2008 a 2012. 
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ONGS DO PARÁ ALERTAM PARA CRESCIMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS NO ESTADO

Em nota enviada à imprensa, o fórum de ONGs/Aids do estado do Pará alerta para o aumento do número de casos de infecção pelo HIV no estado. Segundo o documento enviado por email, o Ministério da Saúde indica que o número de óbitos por HIV/aids em Belém, atualmente é duas vezes maior que a taxa brasileira, que é de 6,31 por 100.000 habitantes. De janeiro até junho de 2012, Belém teve uma taxa de 13,71 casos por 100.000 habitantes.

Segundo o grupo, os dados evidenciam o crescimento da epidemia no Pará, e, com isso, a vulnerabilidade do sistema de assistência à saúde em todo o Estado. Confira outras informações divulgadas pelos ativistas:

No período de 1980 a 2010, ocorreram 8.154 óbitos tendo como causa básica a aids, na Região Norte, sendo a maioria no Estado do Pará (4.186 óbitos; 51,3%), no Amazonas (2.117; 26%), e em Rondônia (820; 10,1%). No ano de 2010, ocorreram 923 óbitos na Região Norte, sendo 480 (52,0%) no Pará, 277 (30,0%) no Amazonas, 71 (7,7%) em Rondônia, 37 (4,0%) no Tocantins, 32 (3,5%) em Roraima, 14 (1,5%) no Acre e 12 (1,3%) no Amapá.

Segundo informações do DAME – HUJBB, a taxa de óbitos por aids em mulheres aumentou desde 2010, quando foi de aproximadamente de 22,34% do total de óbitos, para 28,12% em 2011, atingindo 31,74% apenas no primeiro semestre de 2012.

Considerando que a reforma do espaço físico do hospital obrigou à redução do números de leitos para pacientes com HIV aids de 30 para 20 isso indica que há mais mulheres sendo internadas em estado grave com aids no hospital; que há o diagnóstico tardio de HIV-aids em mulheres; a existência da feminização da epidemia; e a vulnerabilidade do programa de aids em Belém.

Com relação aos homens, de acordo com os dados fornecidos pelo DAME-HUJBB, a taxa de óbitos por aids, que em 2010, foi de 77/65% caiu levemente para 71,87% em 2011, atingindo o valor alarmante de 46,51%, só no primeiro semestre de 2012.

Considerando que o hospital HUJBB é referência regional no atendimento de pacientes com aids, e que vários casos tem o diagnóstico definido apenas na internação hospitalar, constata-se que a rede básica de saúde do município de Belém não é eficiente na detecção precoce do HIV. O diagnóstico tardio é uma realidade em Belém. No Hospital Barros Barreto de cada três altas de aids uma delas é por óbito, nos três últimos anos.

O diagnóstico tardio compromete severamente o tratamento do paciente, já que este é admitido no hospital com um quadro clínico gravíssimo. Muitas vezes o usuário descobre não apenas uma doença oportunista grave, mas a sua própria condição de soropositivo já no hospital.

Considerando que 42% das mulheres e 25% de homens investigados, no período de 2010 ao 1° semestre de 2012, procedem do interior do Estado, isso indica a deficiência de diagnóstico de HIV no interior do Estado do Pará. O Estado, que possui 144 municípios, registra apenas 57 CTA’s, sendo 7 na região metropolitana e 50 para atender aos demais municípios paraenses, significando que 2/3 do Estados estão sem cobertura para o diagnóstico de HIV-Aids.

No período de 1998 a 2010, pode-se observar um aumento na taxa de incidência de aids na Região Norte, passando de 6,1/100.000 habitantes em 1998 para 20,6 em 2010, o que corresponde a um crescimento de 237,7%. No Pará, em 2010, a taxa de incidência de aids, aumentou para 19,5; ultrapassando a média nacional (17,9).

Belém (41,3) é a 3° capital em incidência de casos de aids na Região Norte. E nos municípios com mais de 50 mil habitantes, destacam-se: Paragominas/PA (54,2), Benevides/PA (40,7), Redenção/PA (35,7), Marituba/PA (32,3), Ananindeua/PA (27,5), e Bragança/PA (27,4).

LEITOS
O Pará tem um hospital de referência para tratamento de HIV/aids, o Hospital Universitário João de Barros Barreto, do SUS, que dispõe de um total de 30 leitos para a síndrome. Em Belém, mais quatro hospitais públicos oferecem leitos do SUS para HIV, são eles: Hospital de Clínicas (4 leitos), Fundação Santa Casa (4 leitos), Hospital Dom Luis – Beneficência Portuguesa (2 leitos), Hospital da Ordem Terceira ( 2 Leitos) totalizando 42 leitos de HIV aids para a capital do Estado, Belém, para onde se dirigem a maioria de usuários.

Apenas dois hospitais privados destinam leitos para tratamento de casos de HIV/aids, são eles: Hospital Porto Dias (2 leitos) e Hospital Adventista de Belém (3 Leitos).

No interior do Estado estão 26 leitos disponíveis para o SUS, em diferentes hospitais nas cidades de Alenquer, Altamira, Ananindeua, Aurora do Pará, Barcarena, Bragança, Castanhal, Marabá, Marituba, Redenção, Santarém e Tucurui. Todo o SUS no Estado do Pará dispõe, em dados oficiais, de 68 leitos, sendo 42 na capital e 26 no interior.

Considerando, portanto, que só existem 68 leitos hospitalares para pacientes HIV em todo o Estado, que tem uma população de 7.065.573 habitantes pode-se dimensionar a extensão da tragédia e compreender porque aids ainda significa morte na mentalidade dos paraenses.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS
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ONGS REVELAM A SITUAÇÃO PREOCUPANTE DA AIDS NO PA

A Sociedade Civil Organizada está preocupada com o aumento do número de mortes por Aids no Estado. Pelos menos 1.426 pessoas morreram vítimas da doença, segundo aponta o último boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Deste total de óbitos, 505 aconteceram somente em 2011, um dado preocupante que revela o Pará no topo da lista de mortes por Aids na região Norte. Para piorar a situação, as Organizações Não Governamentais (ONGs) que trabalham na prevenção e combate à epidemia da enfermidade, além da assistência dos pacientes, denunciam que faltam medicamentos na rede pública de saúde para pessoas que vivem com o vírus HIV. A queixa também alerta para a pouca quantidade de leitos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

“O governo já fala em 84 óbitos no ano passado (2012), mas a gente sabe que esse número é maior”, colocou o presidente da ONG Fórum Paraense de Aids, Cledson Sampaio. O militante não apresentou nenhum documento que comprovasse os índices, mas ressaltou que, durante os fóruns de discussões das entidades, correm informações de que morrem, em média, de três a quatro pacientes de Aids por semana no Hospital Universitário João de Barros de Barreto (HUJBB), referência no tratamento da doença no Estado.

“Se é verdade que estas mortes estão acontecendo, temos uma faixa de 16 mortes por mês (seriam 192 mortes por ano, somente no HUJBB), e não 84, como o governo disse. Isto prova que o Estado não tem controle sobre o tratamento da doença ou alguma outra coisa está errada”, desabafou Cledson.

A assessoria do hospital não confirmou as informações e ressaltou que o Barros Barreto segue as regulações determinadas pelo Ministério da Saúde. Quando um paciente de Aids vai a óbito, os dados são repassados para o próprio Ministério da Saúde.

De acordo com o Boletim Epidemiológico, em 2009, 432 pacientes de Aids morreram em consequência da doença. Em 2010, o total de óbitos aumentou para 489 e, em 2011, atingiu a faixa de 505 mortes por Aids no Estado. Ou seja, a média de crescimento da mortalidade pela doença foi de 17% em três anos.

Na capital paraense, a situação ainda é mais alarmante, pois a taxa de mortalidade por HIV/Aids é quase o dobro da média nacional. Enquanto que no Brasil a média de morte é de 6,31 para cada 100 mil habitantes, em Belém os índices são de 13,71 casos por 100 mil habitantes.

Para a coordenadora estadual de DST/Aids, Débora Crespo, a atitude das lideranças das ONGs é de causar estranheza, uma vez que não se pode trabalhar com informações extraoficiais, pois ainda não foram levantadas as estatísticas de 2012 relacionadas aos casos e óbitos de HIV e Aids. O Boletim Epidemiológico será concluído somente em dezembro. “Não é adequado eles discordarem, pois nem a gente tem algum dado oficial. O boletim que temos é o de 2011, do qual eles já têm conhecimento. Os dados de 2012 serão conhecidos somente no final do ano”, considerou Débora.

Ela desconhece o indicativo de 84 mortes por Aids no ano passado. “Não temos nenhum número sobre isso, então não podemos afirmar. O que sabemos é que em 2011 o número de óbitos foi de 505 e que 700 novos casos de HIV foram confirmados”, reiterou a coordenadora.

Medicamentos estão em falta na rede pública de saúde

O coordenador do Fórum Paraense de HIV/Aids, Cledson Sampaio, também denunciou a falta dos medicamentos Sulfadiazina e Ácido folínico, que são entregues gratuitamente aos pacientes de Aids, para combater a toxoplasmose (infecção oportunista que pode levar o paciente a óbito), uma vez que eles possuem a imunidade sensível. “Estes medicamentos estão em falta há alguns meses já na rede pública e isso é prejudicial aos pacientes”, frisou o militante.

Segundo a representante do Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará, Amélia Garcia, que presta apoio a um grupo de mulheres que vivem com HIV e Aids, os medicamentos estão em falta desde setembro. “Eu acompanho a dona Rosa (52), que desde setembro tem que comprar os remédios porque não encontra mais disponível na rede pública”, destacou. O sobrenome da paciente foi preservado.

O acompanhante do paciente S.S.C, 38, também denuncia a falta dos dois medicamentos. Ele passou dez dias sem tomar a dosagem das medicações porque não encontrava os fármacos na rede pública. O caso dele é ainda mais agravante porque teve o diagnóstico positivo para HIV recentemente.

Quando soube que estava com o vírus, a doença já tinha se manifestado e estava em um estágio avançado. A internação era necessária o quanto antes, mas isso só foi possível 20 dias depois que se cadastrou na Central de Leitos.

O problema da falta de medicamentos foi levado pelas ONGs ao secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco, que se comprometeu em verificar a situação e garantir que estes remédios básicos não faltem mais aos pacientes. A ausência desses medicamentos na rede pública não foi justificada.

Ausência de leitos e especialistas na lista de problemas

A pouca quantidade de leitos é outro problema apontado pelas ONGs de combate a Aids. Cledson acredita que está na hora do Estado reorganizar os leitos e reservar alguns também em hospitais regionais, assim diminui a fila de espera por uma vaga no Hospital Barros Barreto, que dispõe de apenas 30 leitos para atender a demanda.

Além desta unidade, Belém conta com outros quatro hospitais que oferecem leitos para pacientes, sendo o Hospital de Clinicas e Santa Casa, com quatro leitos cada um, e a Beneficente Portuguesa e Ordem Terceira, com dois leitos cada um.

De acordo com o acompanhante de S.S.C., o problema de conseguir internação nestes hospitais é que eles não teriam um infectologista de plantão os sete dias da semana. “Estes especialistas não estão nos hospitais aos finais de semana e os pacientes de Aids ficam assistidos apenas pelo clínico geral”, denunciou.

Débora ressaltou que as atenções do Ministério da Saúde e do Governo do Estado tendem a priorizar agora a assistência aos que já desenvolveram a doença. A rede hospitalar do tem leitos contratualizados para pacientes de Aids e o SUS repassa os gastos para aquele paciente”, frisou.

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FÓRUM DE ONG-AIDS PAUTA PROBLEMATICAS NA POLÍTICA DE AIDS PARA SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO

Na manhã de ontem (01), a Rede Jovens + Pará, participou com as demais entidades do Fórum Paraense de ONG-Aids de uma audiência com o Dr. Hélio Franco, atual secretário estadual de saúde pública (SESPA). A reunião tinha como propósito a busca de respostas e soluções acerca dos diversos problemas que a epidemia tem causado dentro do Estado. 

Entre as questões apresentadas, estava o descaso com a Política de Aids no Pará, a apresentação da Programação de Ações e Metas (PAM) elaborada sem a participação da sociedade civil – garantida pela portaria 2.313 do Ministério da Saúde, a ausência de medicamentos básicos e leitos específicos nos hospitais, a sobrecarga de exames no LACEN gerando a demora no retorno dos resultados aos Serviços de Atendimento Especializados (SAE), o aumento de óbitos na capital em decorrência da Aids entre outras. 

O titular da SESPA, reconheceu a importância das demandas apontadas pelo movimento social e comprometeu-se em analisar e resolver muitas destas. Na ocasião, além das entidades que compõem o Fórum, estiveram presentes a Dra. Rosiana Nobre, Diretora de Vigilância em Saúde da SESPA e Marinor Brito, ex-senadora do Pará e atual vereadora na Câmara Municipal de Belém.
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AMIG@S DA REDE 2012

A segunda edição do "AMIG@S DA REDE" vem novamente agradecer de forma muito especial as parcerias construídas em 2012, na perspectiva que estes laços se fortaleçam ainda mais neste novo ano e que novas pessoas e organizações venham somar cada vez mais nesta luta pela vida!

CONFIRA:
  • Anna Hilda Pereira (UREDIPE)
  • Beto Paes (Grupo de Homossexuais do Pará - Movimento LGBT do Pará)
  • Eduardo Barbosa (Diretor-Adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais - MS)
  • Fórum Paraense de ONG-Aids
  • Francisco Araújo (Pastoral da Aids - Arquidiocese de Belém)
  • Dra. Jane Durans (Diretora da UREDIPE)
  • Jadira Silva (Assistente Social - UREDIPE) 
  • Kelem Cabral (Jornalista - Canal Futura)
  • Marília Magalhães (Coordenação Estadual de DST/AIDS - SESPA)
  • ONG NOOLHAR
  • Pastoral da Juventude (PJ)
  • Rahilda Brito (Coordenação Estadual de Nutrição - SESPA)
  • Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids - Maranhão
  • Rosecléia Ferreira (Coordenação Estadual de DST/AIDS - SESPA)
  • UNICEF (Escritório Belém)
  • Walder Rezende (Mobilização Social - SESPA) 


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FÓRUM ONG-AIDS PARÁ CONCLUI SUAS AÇÕES EM 2012


O Fórum de ONG-Aids do Pará encerrou suas atividades neste ano, na reunião ocorrida no último dia 12, na Sede do Grupo Para Vidda. Ativistas ligados(as) às instituições que compõem esta articulação, participaram avaliando diversas ações realizadas e programando outras para 2013.

O coordenador do Fórum destacou a importância das diversas organizações, ratificando o trabalho desenvolvido, como o ato do Dia Mundial de Luta contra a Aids – 01 de dezembro, a participação do movimento social para a abertura da nova Casa Dia, entre as demais ações desenvolvidas.

Os ativistas da Rede Jovens + Pará também se colocaram a disposição para continuar contribuindo com o Fórum, sobretudo na comunicação.
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PROTESTOS MARCAM O DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS EM BELÉM

Neste sábado (01) o Fórum Paraense de ONG-Aids organizou um grande ato na Praça da República, em Belém/PA. Realizada no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a atividade somou aos mobilizações que vem acontecendo em todo país, denunciando o retrocesso nas políticas de prevenção ao HIV e no tratamento das pessoas doentes de aids que vem acontecendo no país.


Com apitos e nariz de palhaço, os(as) ativistas alertaram a população não só em relação aos cuidados com o HIV, mas o descaso do poder público com esta questão. “É preciso alertar a população a cerca da epidemia e chamar a atenção dos Governos sobre esta realidade”, destaca Cledson Sampaio, coordenador estadual do Fórum de ONG-Aids. Ele acredita que o movimento social tem um papel fundamental no enfrentamento a epidemia, principalmente no controle social. “O Fórum não quer ser cúmplice, mas construir de fato uma política que atenda as necessidades da população” acrescenta.

A mobilização contou com diversos(as) ativistas e parceiros(as) das 25 instituições que hoje compõe o Fórum de ONG-Aids do Pará. Entre estes(as), Ernandes da Costa, coordenador do Comitê Metropolitano de Combate a Tuberculose ressalta a importância de está somando nesta luta. “A tuberculose é uma das co-infecções que mais atinge as pessoas vivendo com HIV” relata. Acredita que “é muito positivo a participação da sociedade civil organizada para visibilizar os cuidados com a doença”.

O enfraquecimento da política de aids, o aumento da infecção entre a população juvenil, foram alguns dos motivos que levaram a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids – Pará, a também participar do apitaço. Para Hugo Soares, integrante da Rede, o protagonismo juvenil ainda é um conceito novo dentro das estratégias de prevenção ao HIV. “Nossa juventude precisa ser levada mais a sério pelo Estado. Enquanto nos olharem somente como objetos de manipulação ou problemas sociais, ficará difícil não só combater a aids, mas também promover a autonomia e a dignidade de adolescentes e jovens” desabafa.
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ONGS FAZEM PROTESTO NO DIA DE COMBATE A AIDS

O Fórum Paraense de ONG/AIDS vai realizar um protesto no Dia Mundial de Combate a AIDS, neste sábado (1º), na Praça da República, contra a falta de políticas públicas efetivas no combate ao HIV e ao tratamento aos pacientes que vivem com AIDS.

“Vamos fazer um apitaço porque não podemos aceitar que nos últimos dois anos mais de 228 pessoas tenham morrido (no Pará) porque faltaram leitos para atendê-las e/ou remédios básicos para o tratamento de infecções oportunistas”, reclama o coordenador do Fórum, Cledson Sampaio.

Os dados indicados por Cledson são da Coordenação Estadual de DST/AIDS, ligada à Secretaria Estadual de Saúde do Pará (SESPA). “Eles estão atualizados até o mês de outubro e sabemos que o número poderia ser bem menor. A falta de uma política mais atuante neste tema prejudica até mesmo o trabalho das ONGs, uma vez que o edital para liberação de recursos, previsto para sair até setembro, até agora não foi publicado. Ou seja, há uma verba destinada para projetos da sociedade civil , mas ela está presa sem utilização”, relata Cledson.

Para o protesto estão convidadas 25 instituições, entre ONGs e entidades que lidam no voluntariado às pessoas que convivem com AIDS, a RNP+Belém (Rede Nacional das Pessoas que Vivem com HIV/AIDS), Rede Cidadãos Positivos e a Rede de Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/AIDS. O coordenador do Fórum aguarda mais de 150 pessoas durante a ação. “Vamos levar cartazes, banners e esperamos fazer muito barulho para mobilizar a população em geral que ainda possui muito preconceito. Este, por sinal, é de fato um dos grandes problemas.

Uma das entidades que estará presente no protesto é o Grupo Paravidda, que além de desenvolver projetos de prevenção junto a jovens, comunidades e pessoas que estão em zona de risco de uma forma geral, também presta ajuda a pacientes que não possuem recursos financeiros para prosseguir com o tratamento na capital paraense. “Não temos o que comemorar neste dia 1º. Temos uma parceria com o Governo do Estado, mas falta muito mais para que possamos desenvolver um trabalho realmente eficaz de prevenção e tratamento da AIDS. As políticas estão abandonadas e não podemos ficar parados, temos que lutar tanto para combater a doença quanto o preconceito”, avalia Jair Santos, presidente do Paravidda.

SERVIÇO
Apitaço contra a falta de políticas públicas para o combate ao HIV/AIDS. No dia 1º de dezembro, de 9h às 12h, na praça da República, em frente ao Basa.

Fonte: Diário OnLine
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