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UMA NOVA CARTA DE PRINCÍPIOS PARA UM NOVO MOMENTO



Fruto do Encontro Estadual de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, ocorrido em 5 e 6 de setembro de 2015, esta é a nova Carta de Princípios que norteia o trabalho da Jovens + Pará.


Somos uma rede paraense de adolescentes e jovens de diversas correntes políticas, sociais e ideológicas, que declara-se apartidária, independentemente de sorologia, de crenças religiosas e filosóficas, agindo por meio do protagonismo da juventude vivendo com HIV, buscando o enfrentamento da epidemia da aids.

Temos como missão mobilizar, sensibilizar e ajudar adolescentes e jovens para o cuidado consigo, com o outro e com a sociedade. De igual modo, cooperar na conscientização da população em geral a respeito do viver e conviver com HIV/Aids.

Atuamos em parceria com pessoas, famílias, organizações não governamentais, órgãos públicos e privados no acolhimento, orientação, formação, interação e incentivo da educação entre pares, para reduzir a vulnerabilidade e garantir os direitos dos adolescentes e jovens, combatendo o preconceito e estigmas.

Organizamo-nos a partir dos coletivos de base presentes nos municípios e regionais do Estado, tendo como foco os eixos de acolhimento, formação e a incidência política. A coordenação é indicada e definida por jovens vivendo com HIV/Aids, contando com a assessoria de facilitadores(as) adulto(s) que prestam um serviço de acompanhamento educativo. Estamos vinculados à Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids – RNAJVHA. 

Acreditamos no potencial dos adolescentes e jovens, na unidade em meio às diversidades, na paz, numa sociedade mais humana, solidária, igualitária, numa espiritualidade inclusiva e no bem comum.

Defendemos a vida, o acesso à saúde, educação, trabalho e aos direitos humanos, em especial a dignidade das pessoas vivendo com HIV/Aids, que se expressa na adesão integral ao tratamento (atendimento ao serviço especializado, uso de medicações e subsídios de prevenção, grupos de adesão e incidência política, etc), gerando oportunidades e visando o bem viver. 

Pretendemos ser sujeitos e sujeitas de direitos, empoderados(as) de nossa cidadania, alcançando nossa participação e autonomia na luta em favor do SUS, da qualidade de vida na adolescência e juventude, sobretudo, soropositiva.



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JOVENS + PARÁ VIVE SEU PRIMEIRO ENCONTRO ESTADUAL

O último feriadão da Independência foi especial para um grupo de adolescentes e jovens de diversos municípios do Pará. Inspirados pelo lema “Junt@s Somos Mais”, a Rede Estadual de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids realizou entre os dias 5 e 6 de setembro, no Centro Magis de Juventude, em Belém do Pará, o seu primeiro Encontro Estadual. O desejo da Jovens + Pará – como é mais conhecida – foi tanto de aproximar seus integrantes, já que o trabalho alcança municípios como Parauapebas, Redenção, Ananindeua e Belém, quanto de afinar os projetos em comum, redefinindo a sua organização e articulação, firmando seus objetivos para os próximos anos.

A programação contou com momentos de interação, cirandas de convivência, conjuntura e espiritualidade. Na tarde de sábado (5), a roda de conversas foi sobre o tema “Juventude em redes e os desafios da soropositividade”, facilitada pelo Secretário de Comunicação da Articulação Nacional de Luta contra a Aids (ANAIDS), Kiko Rodrigues. O momento de recordar a história da Rede de Jovens foi conduzido com Hugo Soares, primeiro articulador e coordenador do grupo. O ponto alto do Encontro foi a reformulação da Carta de Princípios do grupo realizada no domingo (6). A Jovens + Pará é a articulação paraense da Rede Nacional de adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids (RNAJVHA) e sendo rede de pessoas – e não uma ONG – o direcionamento de todo o trabalho se dá a partir de Cartas, uma de âmbito nacional e outra estadual. Desta vez o documento foi construído a partir de considerações dos próprios jovens participantes do Encontro. Um destaque desta nova Carta de Princípios é o tema da espiritualidade, o que a torna um dos focos para o trabalho com a juventude. Nos próximos dias a coordenação executiva da Rede fará a divulgação da versão final do documento aos integrantes e à sociedade em geral.

Ao final do Encontro foi eleita a nova coordenação do grupo. Diferentemente dos anos anteriores, quando era escolhida uma pessoa responsável por conduzir toda a articulação do grupo, desta vez foi eleita uma comissão coordenadora. Os jovens Jhonatan Silva (20, de Redenção), Paulo Victor Lima (22, de Belém) e Edgar Barra (29, de Ananindeua) foram escolhidos pelo grupo para uma gestão de dois anos, nas funções de Secretaria, Sustentabilidade e Comunicação, respectivamente. Os demais municípios também terão seus representantes formando uma coordenação ampliada da Rede. O município de Parauapebas será liderado pela jovem Islânia Araújo (19). Os demais municípios escolherão seus representantes posteriormente. Para Jhonatan Silva, novo Secretario do grupo, “foi uma alegria ter sido escolhido pelos demais jovens. Eu não me imaginava tão querido e, ao mesmo tempo, isso me traz novos desafios como liderança desse grupo. Quero honrar a confiança deles”, declarou.

O grande desafio de realizar o Encontro Estadual foi a Infraestrutura, que perpassa pela captação de recursos. A parceria com o Centro Magis de Juventude, dirigido pela congregação dos Padres Jesuítas, foi fundamental para resolver a problemática de local para esse encontro. Mesmo assim ainda havia o custeio com alimentação, transporte e material impresso. Foi a primeira vez que os próprios jovens arcaram com todos os custos, bem como receberam a ajuda de pessoas e empresas amigas da Rede, sem nenhum dinheiro público. Essa questão de recursos se transformou de desafio ao diferencial deste que foi um encontro de pessoas e não apenas um evento. “Sentimos superação enquanto membros da Rede, mas é preocupante o descaso do governo em não nos apoiar nesse Encontro”, destacou Paulo Victor Lima, responsável por articular a Infraestrutura do evento e recém-eleito coordenador de Sustentabilidade do grupo. Ainda assim, a avaliação dos jovens foi positiva quanto à experiência de caminhar dependendo de si próprios. “A sensação é que toda a energia doada não foi um gasto, mas investimento. É o diferencial necessário para as redes da sociedade civil: cuidar primeiro das pessoas, entendendo que o cuidar do outro, do grupo e da sociedade virão como consequência dessa opção não apenas afetiva, mas efetiva com a vida das pessoas, sobretudo dos jovens vivendo com HIV/Aids”, ressaltou Eduardo da Amazônia, Assessoria da Rede de Jovens e reeleito como facilitador do grupo. O Encontro contou a com o apoio de pessoas voluntárias na organização e na cozinha, bem como, da Rede Nacional de Jovens Comunicadores (RENAJOC), que fez a cobertura nos dois dias de programação.

Mesmo já tendo mais de cinco anos no Pará, as atividades da Rede se concentravam na região metropolitana de Belém. Nos últimos anos a participação de jovens de outras regiões – como Sudeste e Nordeste do Estado – cresceu consideravelmente, o que fez deste o primeiro Encontro efetivamente estadual, não apenas pensado a partir de Belém, mas com o envolvimento de todos os jovens dos diversos municípios. O coordenador de Comunicação da Jovens + Pará, Edgar Barra, resumiu a satisfação pela realização do Encontro da Rede: “Desde que pensamos no projeto desse Encontro, já se tinha o sonho de envolver todos os municípios onde temos jovens ativistas. Ver seus sorrisos e, principalmente, seus olhares motivados a protagonizar um novo tempo na luta contra o HIV/Aids, especialmente na prevenção, adesão ao tratamento, qualidade de vida e interessados em fazer esse trabalho frutificar e multiplicar para todo o Estado, nos dá a sensação de renovo e de quem vem muito mais por aí”.



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MEMORIAL DE VELAS PROMOVE A SOLIDARIEDADE E A LUTA CONTRA A AIDS

Os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) revelam que no mundo 34 milhões de pessoas vivem com HIV e 1,7 milhões morreram em decorrência da doença. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, 656.701 casos estão notificados desde o início da epidemia até junho de 2012 e aproximadamente 11,5 mil número de óbitos por ano. É para chamar a atenção sobre esta realidade que acontece no dia 18 de maio, o Candlelight Memorial (em português, “Memorial a Luz de Velas”).


Realizado desde 1983, está em sua 30ª edição, que tem como tema “Em Solidariedade”. O Memorial a Luz de Velas é uma das mais antigas e mais importantes campanhas de mobilização sobre HIV do planeta. É uma importante intervenção para a solidariedade global, rompendo as barreiras do estigma e discriminação e dando esperança às novas gerações. Na programação, haverá o acendimento de velas, simbolizando a memória viva daqueles que perderam sua vida em decorrência da AIDS.

Ainda como parte desta atividade, será realizada no dia anterior (17) a partir das 18h30, uma capacitação com os voluntários, no Instituto de Ciências da Saúde sobre a temática em foco. Estes estarão atuando no evento distribuindo materiais educativos e trocando informações através da abordagem individual com os presentes. 

A expectativa é que cerca de 200 pessoas participem do Memorial, entre estudantes da UFPA, ativistas do Fórum Paraense de ONG-Aids e da população em geral. A organização do evento é da Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina (Comitê UFPA – IFMSA Brasil), da Rede Jovens + Pará (RNAJVHA/PA) e Pastoral da Aids da Arquidiocese de Belém, em parceria com a ONG Noolhar e Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais.

SERVIÇO

PAUTA: MEMORIAL DE VELAS PROMOVE A SOLIDARIEDADE E A LUTA CONTRA A AIDS
DATA: 18 de maio de 2013 (sábado)          HORÁRIO: 18h30          LOCAL: Portal da Amazônia
CONTATO: 91 82640808 (Kennedy - IFSMA) / 91 81831841 (Eduardo - RNAJVHA)
                      rnajvha.pa@gmail.com | pastaidsbelem@gmail.com
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SESSÃO ESPECIAL TRAÇA CAMINHOS PARA PLANO EMERGENCIAL DE AIDS EM BELÉM.

JOVENS + PARÁ COM A VEREADORA MARINOR BRITO - PSOL NA CMB

Na manhã desta sexta-feira (19), a Rede Jovens + Pará esteve presente na Câmara Municipal de Belém para participar da sessão especial sobre a política de aids da capital Paraense. Esta sessão pautada pela sociedade civil, foi apresentada em plenária pela vereadora Marino Brito (PSOL) e aprovada por unanimidade pelos vereadores presentes em sessão anterior.

Os representante da sociedade civil utilizaram a bancada para fazer um prospecto da falta de política de aids no município de Belém, perante aos 8 anos do (des)governo passado, chegando ao ponto de usar-se de todas as ferramentas jurídicas para fazer-se cumprir a assistência as pessoas vivendo com HIV/aids em tratamento nas unidades de referencia de Belém. Sentimento reafirmado na fala do coordenador do Fórum de ONG'S Aids e Hepatites Virais do Pará, Cledson Sampaio, que inicia fazendo um pedido para "que se haja um política e não somente um programa de aids no município de Belém".

Depois de diversas falas, principalmente sobre o alto índice de mortalidade em decorrência da aids na capital, foi tirado como proposta a elaboração de um Plano Emergencial de Aids. Compromisso esse assumido em plenária pela representante do Secretário Municipal de Saúde, no qual será construído com auxilio dos vereadores e da sociedade civil.

Outro grande ponto da sessão, foi a notícia do desarquivamento do projeto de lei que institui o passe livre municipal para as pessoas em tratamento de aids, no intuito de facilitar a adesão ao tratamento da camada mais pobre da população. Este projeto foi anteriormente apresentado pelo então vereador Marquinho (PT) e agora desarquivado e reavaliado pela vereadora Marinor Brito.
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ONGS REVELAM A SITUAÇÃO PREOCUPANTE DA AIDS NO PA

A Sociedade Civil Organizada está preocupada com o aumento do número de mortes por Aids no Estado. Pelos menos 1.426 pessoas morreram vítimas da doença, segundo aponta o último boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Deste total de óbitos, 505 aconteceram somente em 2011, um dado preocupante que revela o Pará no topo da lista de mortes por Aids na região Norte. Para piorar a situação, as Organizações Não Governamentais (ONGs) que trabalham na prevenção e combate à epidemia da enfermidade, além da assistência dos pacientes, denunciam que faltam medicamentos na rede pública de saúde para pessoas que vivem com o vírus HIV. A queixa também alerta para a pouca quantidade de leitos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

“O governo já fala em 84 óbitos no ano passado (2012), mas a gente sabe que esse número é maior”, colocou o presidente da ONG Fórum Paraense de Aids, Cledson Sampaio. O militante não apresentou nenhum documento que comprovasse os índices, mas ressaltou que, durante os fóruns de discussões das entidades, correm informações de que morrem, em média, de três a quatro pacientes de Aids por semana no Hospital Universitário João de Barros de Barreto (HUJBB), referência no tratamento da doença no Estado.

“Se é verdade que estas mortes estão acontecendo, temos uma faixa de 16 mortes por mês (seriam 192 mortes por ano, somente no HUJBB), e não 84, como o governo disse. Isto prova que o Estado não tem controle sobre o tratamento da doença ou alguma outra coisa está errada”, desabafou Cledson.

A assessoria do hospital não confirmou as informações e ressaltou que o Barros Barreto segue as regulações determinadas pelo Ministério da Saúde. Quando um paciente de Aids vai a óbito, os dados são repassados para o próprio Ministério da Saúde.

De acordo com o Boletim Epidemiológico, em 2009, 432 pacientes de Aids morreram em consequência da doença. Em 2010, o total de óbitos aumentou para 489 e, em 2011, atingiu a faixa de 505 mortes por Aids no Estado. Ou seja, a média de crescimento da mortalidade pela doença foi de 17% em três anos.

Na capital paraense, a situação ainda é mais alarmante, pois a taxa de mortalidade por HIV/Aids é quase o dobro da média nacional. Enquanto que no Brasil a média de morte é de 6,31 para cada 100 mil habitantes, em Belém os índices são de 13,71 casos por 100 mil habitantes.

Para a coordenadora estadual de DST/Aids, Débora Crespo, a atitude das lideranças das ONGs é de causar estranheza, uma vez que não se pode trabalhar com informações extraoficiais, pois ainda não foram levantadas as estatísticas de 2012 relacionadas aos casos e óbitos de HIV e Aids. O Boletim Epidemiológico será concluído somente em dezembro. “Não é adequado eles discordarem, pois nem a gente tem algum dado oficial. O boletim que temos é o de 2011, do qual eles já têm conhecimento. Os dados de 2012 serão conhecidos somente no final do ano”, considerou Débora.

Ela desconhece o indicativo de 84 mortes por Aids no ano passado. “Não temos nenhum número sobre isso, então não podemos afirmar. O que sabemos é que em 2011 o número de óbitos foi de 505 e que 700 novos casos de HIV foram confirmados”, reiterou a coordenadora.

Medicamentos estão em falta na rede pública de saúde

O coordenador do Fórum Paraense de HIV/Aids, Cledson Sampaio, também denunciou a falta dos medicamentos Sulfadiazina e Ácido folínico, que são entregues gratuitamente aos pacientes de Aids, para combater a toxoplasmose (infecção oportunista que pode levar o paciente a óbito), uma vez que eles possuem a imunidade sensível. “Estes medicamentos estão em falta há alguns meses já na rede pública e isso é prejudicial aos pacientes”, frisou o militante.

Segundo a representante do Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará, Amélia Garcia, que presta apoio a um grupo de mulheres que vivem com HIV e Aids, os medicamentos estão em falta desde setembro. “Eu acompanho a dona Rosa (52), que desde setembro tem que comprar os remédios porque não encontra mais disponível na rede pública”, destacou. O sobrenome da paciente foi preservado.

O acompanhante do paciente S.S.C, 38, também denuncia a falta dos dois medicamentos. Ele passou dez dias sem tomar a dosagem das medicações porque não encontrava os fármacos na rede pública. O caso dele é ainda mais agravante porque teve o diagnóstico positivo para HIV recentemente.

Quando soube que estava com o vírus, a doença já tinha se manifestado e estava em um estágio avançado. A internação era necessária o quanto antes, mas isso só foi possível 20 dias depois que se cadastrou na Central de Leitos.

O problema da falta de medicamentos foi levado pelas ONGs ao secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco, que se comprometeu em verificar a situação e garantir que estes remédios básicos não faltem mais aos pacientes. A ausência desses medicamentos na rede pública não foi justificada.

Ausência de leitos e especialistas na lista de problemas

A pouca quantidade de leitos é outro problema apontado pelas ONGs de combate a Aids. Cledson acredita que está na hora do Estado reorganizar os leitos e reservar alguns também em hospitais regionais, assim diminui a fila de espera por uma vaga no Hospital Barros Barreto, que dispõe de apenas 30 leitos para atender a demanda.

Além desta unidade, Belém conta com outros quatro hospitais que oferecem leitos para pacientes, sendo o Hospital de Clinicas e Santa Casa, com quatro leitos cada um, e a Beneficente Portuguesa e Ordem Terceira, com dois leitos cada um.

De acordo com o acompanhante de S.S.C., o problema de conseguir internação nestes hospitais é que eles não teriam um infectologista de plantão os sete dias da semana. “Estes especialistas não estão nos hospitais aos finais de semana e os pacientes de Aids ficam assistidos apenas pelo clínico geral”, denunciou.

Débora ressaltou que as atenções do Ministério da Saúde e do Governo do Estado tendem a priorizar agora a assistência aos que já desenvolveram a doença. A rede hospitalar do tem leitos contratualizados para pacientes de Aids e o SUS repassa os gastos para aquele paciente”, frisou.

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FÓRUM DE ONG-AIDS PAUTA PROBLEMATICAS NA POLÍTICA DE AIDS PARA SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO

Na manhã de ontem (01), a Rede Jovens + Pará, participou com as demais entidades do Fórum Paraense de ONG-Aids de uma audiência com o Dr. Hélio Franco, atual secretário estadual de saúde pública (SESPA). A reunião tinha como propósito a busca de respostas e soluções acerca dos diversos problemas que a epidemia tem causado dentro do Estado. 

Entre as questões apresentadas, estava o descaso com a Política de Aids no Pará, a apresentação da Programação de Ações e Metas (PAM) elaborada sem a participação da sociedade civil – garantida pela portaria 2.313 do Ministério da Saúde, a ausência de medicamentos básicos e leitos específicos nos hospitais, a sobrecarga de exames no LACEN gerando a demora no retorno dos resultados aos Serviços de Atendimento Especializados (SAE), o aumento de óbitos na capital em decorrência da Aids entre outras. 

O titular da SESPA, reconheceu a importância das demandas apontadas pelo movimento social e comprometeu-se em analisar e resolver muitas destas. Na ocasião, além das entidades que compõem o Fórum, estiveram presentes a Dra. Rosiana Nobre, Diretora de Vigilância em Saúde da SESPA e Marinor Brito, ex-senadora do Pará e atual vereadora na Câmara Municipal de Belém.
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PLANEJAMENTO DA REDE JOVENS + PARÁ

Avaliar a caminhada e definir estratégias para atuação da Rede Jovens + Pará, será o propósito do encontro que acontecerá nos dias 02 e 03 de fevereiro em Belém/PA. A atividade será protagonizada pelos(as) integrantes da RNAJVHA/PA, com enfoque no enfrentamento à juvenização da Aids no Estado.

Na atividade, estarão sendo refletidas questões relacionadas a prevenção, ao acolhimento e ao cuidado biopsicossocial de jovens vivendo e convivendo com HIV, entre outros assuntos relacionados à temática. Além disso, os trabalhos de formação, incidência política e controle social, articulados com o poder público e a sociedade civil, serão destacados dentro da programação.

O intuito será concluir esta atividade tendo definido o plano de atuação, a estrutura de organização assim como a elaboração do calendário das atividades que serão assumidas em 2013.

CONHEÇA A REDE JOVENS + PARÁ

Jovens + Pará é a articulação estadual da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids que luta na promoção e defesa dos direitos humanos, como foco nos direitos sexuais e reprodutivos da população juvenil.

Desde 2009 realiza diversas atividades de prevenção e acolhimento, incidência política e controle social, tendo a metodologia de educação entre pares como ferramenta para a construção e o fortalecimento do protagonismo juvenil.

Atualmente desenvolve rodas de conversas sobre os temas relacionados a temática do HIV/Aids, facilita oficinas para profissionais da saúde e educação, assim como participa do Grupo de Trabalho Intersetorial estadual do Programa Saúde na Escola (GTIE/PSE).

Além disso, integra o Fórum Paraense de ONG-Aids e também participa das discussões e intervenções sobre políticas públicas para a juventude.
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VACINA CONTRA HIV COMEÇA A SER TESTADA EM HUMANOS NA FRANÇA

Testes serão realizados em 48 pacientes soropositivos. Primeiros resultados devem sair em 5 meses, dizem cientistas.
Professor Erwann Loret manuseia vacina contra HIV em Marselha. (Foto: Anne-Christine Poujoulart/AFP)
Cientistas vão iniciar nas próximas semanas testes clínicos de uma vacina contra a Aids, em Marselha, no sul da França, com 48 voluntários soropositivos, dando uma nova esperança na luta contra o vírus. A iniciativa foi anunciada nesta terça-feira (29) pelo professor Erwann Loret.

"Não é o fim da Aids", ponderou Loret, embora a expectativa dos pesquisadores seja a de conseguir substituir os coquetéis de antirretrovirais, cujos efeitos colaterais costumam ser bastante incômodos, pela vacina.

"O alvo é uma proteína denominada Tat (transativador de transcrição viral)", acrescentou o professor, que apresentou em um hospital de Marselha o teste clínico autorizado em 24 de janeiro pela Agência Nacional de Segurança do Medicamento (ANSM).

Objetivo é substituir coquetéis antirretrovirais,
que possuem muitos efeitos colaterais
(Foto: Anne-Christine Poujoulart/AFP)
Nos soropositivos, esta proteína desempenha o papel de "guarda-costas das células infectadas", explicou. Logo, o organismo não consegue nem reconhecê-la, nem neutralizá-la, aspecto que a vacina quer reverter.

Quarenta e oito pacientes soropositivos e em tratamento com coquetéis vão participar do estudo. Os testes começarão em algumas semanas, prazo para selecionar os voluntários, explicar-lhes os riscos da experiência e obter o consentimento deles .

Os primeiros esboços de resultados são aguardados para daqui a cinco meses.

Os pacientes serão vacinados três vezes, com um mês de intervalo entre cada dose. Em seguida, eles deverão suspender o tratamento com coquetéis durante dois meses.

"Se, após estes dois meses, a viremia (taxa de vírus no sangue) for indetectável", então o estudo terá cumprido os critérios estabelecidos pela OnuAids (órgão das Nações Unidas focado no combae à Aids), explicou o professor Loret.

Em caso de sucesso, 80 pessoas participarão de testes, a metade delas tomando a vacina e a outra, um placebo. Os cientistas alertam, porém, que serão necessários vários anos para saber se a vacina constitui ou não um avanço.

"De 25 a 26 testes com vacinas anti-HIV são realizados no mundo atualmente", estimou o professor Jean-François Delfraissy, diretor da Agência Nacional de Pesquisas sobre a Aids (ANRS) da França.

Apesar de animador, o anúncio também exige cautela disse o professor. "É preciso ser prudente com as mensagens que transmitimos aos pacientes e ao grande público", declarou durante uma coletiva por telefone.

A opinião dele é compartilhada por Marie Suzan, presidente regional da AIDES, associação francesa de combate à Aids. Segundo ela, é sábio "aguardar para ver no que vai dar" a pesquisa.

Em 2011, 34 milhões de pessoas viviam no mundo com HIV e 2,5 milhões foram contaminadas. Desde que foi descoberto, o vírus causou mais de 30 milhões de mortes e estima-se que, a cada ano, 1,8 milhão de pessoas morra de HIV/Aids, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: Bem Estar (G1)
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AIDS E INQUIETAÇÕES JUVENIS

         Em mais de trinta anos da sua descoberta, a Aids ainda é novidade pra muita gente. Além do HIV continuar fazendo milhares vítimas no Brasil e no mundo, ele ainda é “desconhecido” ou velado em diversos lugares. A grande questão, é que a epidemia vem crescendo cada vez mais entre os(as) adolescentes e jovens, se tornando uma vivência compartilhada entre seus/suas familiares e amigos(as).

         Num país onde a saúde pública é um dos principais problemas e as políticas de juventude ainda são utopias, que de forma arrastada tentam sair do papel, não  é de estranhar esse “vale a pena ver de novo” no aumento de infectados(as) nesta faixa etária pelo HIV. Pode ser até “comum” esta incidência, mas não deve ser naturalizada ou tratada como algo banal.

         São milhões destinados a compra de insumos de prevenção e medicamentos, em campanhas publicitárias e materiais gráficos para divulgação, em pesquisas e pagamento de recursos humanos para atuar nas unidades de testagem e tratamento... Muito dinheiro e ainda temos uma epidemia lotando os leitos de hospitais, colocando o norte e nordeste em estado (e em Estados) de alerta. O que está faltando?

         Pesquisadores(as) provocados(as) por esta situação, contando depois com a adesão do Movimento Nacional de Luta Contra a Aids externaram sua insônia através do manifesto: “Aids no Brasil hoje: o que nos tira o sono?” Os gritos silenciados, mas evidentes, foram chegando em diversos lugares do país, somando a muitas vozes que já denunciavam o retrocesso da política de Aids nos Estados e municípios, que agora era uníssono também na esfera federal. Jovens até se perguntavam: o SPE está passando por onde? E o Plano de enfrentamento à juvenização, deixará de ser lenda?

        Gera mais inquietação, quando a realidade é confirmada através do trecho da música: “o jovem no Brasil não é levado a sério”. Estamos falando de uma população de grandes potencialidades que historicamente é taxada mais como problema, que solução. Como “ninguém” quer problema perto de si, é melhor afastar ou por fim. Será isto então que motiva o genocídio à juventude negra e a redução da maioridade penal?

         O que é mesmo protagonismo juvenil? Será um paneiro de conceitos e poucas ações? Um alguidá de ideias, cercado de tutelas e preconceitos? Substantivo ou adjetivo? O fato é que quando não acreditamos na autonomia destes(as) jovens, não valerá a pena a promoção da saúde na perspectiva da educação entre pares. Assim como não terá tanta eficácia, uma ação “para” a juventude, mas “com” a juventude, adotando a disciplina da escuta como exercício para a descoberta do novo.

         As três décadas de combate a Aids, não podem retroceder através de discursos tendenciosos e oportunistas. Assim como o incentivo político-financeiro, não deve ser tratado como exclusividade, mas como prioridade. A juventude não deve ser tratada como mera coadjuvante, tampouco com tutela ou desprezo, mas sendo levando em aliando a construção da sua identidade e de sua autonomia a capacidade mobilizadora de transformar. Afinal, este é um trabalho que não nasce do nada para lugar nenhum, mas também tem como ponto de partida a vida dos(as) adolescentes e jovens.

         Neste sentido, vale ressaltar que o “ativismo virtual” deve ser consequência do trabalho de base, a sociedade civil organizada estabelecendo o diálogo constante com os governos sem que perca sua identidade e as estratégias de prevenção pautadas nas novas tecnologias construídas mutuamente. A metodologia de educação entre pares e a educomunicação protagonizadas pelos(as) jovens, podem até não resolver todos os desafios atuais, mas poderá amenizar o sono de quem tira e/ou de quem está vivendo esta insônia “induzida”.

Eduardo da Amazônia
Representante Estadual da RNAJVHA
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COQUETEL DO DIA SEGUINTE PODE EVITAR INFECÇÃO PELO HIV, MAS ESTRATÉGIA É POUCO DIFUNDIDA NO PAÍS

Um tratamento disponível em serviços de atendimento especializado e em emergências de hospitais públicos de todo o país pode evitar a infecção pelo HIV em pessoas que passaram por algum tipo de situação de risco – como sexo desprotegido ou rompimento do preservativo.

A chamada profilaxia pós-exposição, também conhecida como coquetel do dia seguinte, tem como base uma combinação de três medicamentos antirretrovirais e deve ser iniciada até 72 horas após o evento considerado de risco.

O infectologista do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Ronaldo Hallal, lembra que, até 2010, o tratamento era indicado apenas para casos de acidente entre profissionais de saúde (quando há exposição ao vírus), para vítimas de violência sexual e para casais sorodiscordantes (quando apenas um dos parceiros é soropositivo).

Atualmente, o serviço está disponível para toda a população. Segundo Hallal, é preciso passar por uma avaliação de risco, feita por um profissional de saúde, antes de iniciar o uso do coquetel, que deve ser mantido por um período de quatro semanas. Os efeitos colaterais, apesar de fracos, incluem náusea, vômitos, sensação de fraqueza e cansaço.

“O papel da profilaxia é tentar evitar que a pessoa se infecte com o HIV. Além disso, ela traz alguns outros ganhos, já que acaba atraindo as pessoas aos serviços de saúde, o que permite trabalhar também o diagnóstico, o aconselhamento e as estratégias de prevenção, de redução de risco e de vulnerabilidade”, explica.

O coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Pedro Chequer, avalia que o coquetel do dia seguinte é uma estratégia pouco difundida no país. “Falta informação. As pessoas não conhecem”, diz. “E, nesses casos, quanto mais rápido começar o tratamento, melhor. O ideal é que seja em menos de 48 horas”, completa.

Chequer alerta, entretanto, que a estratégia não pode se transformar em rotina e que as pessoas não podem abrir mão do preservativo. Trata-se, segundo ele, de uma medida de exceção, uma vez que não há 100% de eficácia no bloqueio ao vírus. “Não é uma vacina”, ressalta.

Dados do Unaids apontam aumento de novas infecções por HIV no Brasil entre mulheres jovens e gays jovens, sobretudo com idade entre 15 e 24 anos. Essa faixa etária, de acordo com o coordenador, precisa de uma abordagem de prevenção “continuada, objetiva e sem preconceito”, para que busquem os serviços de saúde quando houver necessidade.

“A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) recomenda que a educação sexual seja iniciada a partir dos 5 anos. No Brasil, isso acontece a partir dos 12 anos. Essa onda conservadora e forte preocupa, já que a necessidade é cada vez maior de abordarmos temas como a diversidade sexual”, destaca.

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JOVENS REALIZAM CINE POSITIVO NA UREDIPE

Filadélfia* esteve em cartaz nesta manhã (04), no Cine Positivo. A exibição do longa-metragem foi realizado pela RNAJVHA/PA, para usuários(as) e servidores(as) da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais – UREDIPE, na recepção do Serviço de Atendimento Especializado – SAE.


Através da “sétima arte” a RNAJVHA/PA, promove a sensibilização e o cuidado a cerca do HIV, assim como o combate aos estigmas e a discriminação. Acontecendo em unidades de saúde, escolas, universidades e outros espaços, a mostra de filmes quer leva as pessoas a refletir através sobre o seu papel no enfrentamento a epidemia.

Na opinião do jovem André Luis, 24 anos, “é importante apresentar estes filmes relacionados a vivência das pessoas com HIV”. Neste sentido, “não só tira algumas dúvidas, como também eleva a sua autoestima”, acrescenta.
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* O filme conta a história de Andrew Beckett, um advogado homossexual que trabalha para uma prestigiosa firma em Filadélfia. Quando fica impossível para ele esconder dos colegas de trabalho o fato de que tem AIDS, é demitido. Beckett contrata então Joe Miller, um advogado homofóbico, para levar seu caso até o tribunal. (Fonte: Wikipédia)
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JOVENS + PARÁ NO PROGRAMA "ESTAÇÃO DIREITOS"

O Estação Direitos do último sábado, 01 de dezembro, teve como tema o “Dia Mundial de Luta Contra HIV/AIDS”, data criada em 1987, pela Assembleia Mundial a Saúde com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), com a finalidade de reforçar a solidariedade às pessoas portadoras do vírus HIV, principalmente crianças e adolescentes.


E nos estúdios da Unama FM estiveram presentes o representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens que vivem com HIV/AIDS, Hugo Soares, e a psicóloga da Casa Dia (que atende os portadores do vírus HIV) Mylene Ferreira, que contribuíram com nosso debate.

Segundo Hugo, a data é de grande importância na luta contra a doença. “O dia 01 de dezembro é o grande dia de visibilidade as pessoas com HIV/AIDS, se bem que todos os dias devemos lembrar os cuidados com o vírus. Mas nesse dia que acaba trazendo ao público maior dos à visibilidade do assunto, traz também as populações que mais são afetadas pela doença. Então nesse dia fazemos diversas ações que vão cominar para uma população em geral”, conta Hugo.

Mylene Ferreira também falou da importância da data. “Esse dia é importante que as pessoas tenham a questão da reflexão, que é importante, o foco das campanhas é falar sobre as pessoas que tem HIV e como elas vivem, falar também da qualidade de vida que possuem. É falar também dos serviços oferecidos para essas pessoas, se é satisfatório para dar a qualidade de vida que essa pessoa tem direito” diz a psicóloga. 

Os ouvintes também deram suas contribuições respondendo nossa enquete: “Discutir sobre AIDS é papel de quem, da família, da escola ou Estado? Por quê?”. Para eles debater sobre esse assunto é papel de todos, em qualquer lugar e em todos os grupos Cada um tem seu nível de responsabilidade, o Estado, a escola, a família.

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GHP PROMOVE AÇÃO DE PREVENÇÃO NO DIA DE LUTA CONTRA A AIDS

No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Grupo Homossexual do Pará – GHP saiu em campanha contra o HIV. A atividade que teve como tema “Militância de verdade é movida a solidariedade” teve como objetivo sensibilizar a população da importância do uso do preservativo na prevenção de DSTs.

Frente aos Shoppings Boulevard e Pátio Belém, aconteceram pit stop durante o dia, com distribuição de preservativos e materiais informativos para as pessoas por ali que transitavam. Houve também à noite, na Boate Malícia, uma exposição de roupas estilizadas, fazendo referência à temática, em parceria com o Comitê Arte Pela Vida e a turma de moda da Universidade da Amazônia - UNAMA.

Há 10 anos a ONG soma ao movimento social de direitos humanos no Pará, na luta contra a aids e a homofobia. Promovendo atividades educativas e participando do controle social, tem participado de importantes conquistas da população LGBT neste Estado. “Acreditamos que a militância de verdade, não busca reconhecimento e sim faz o trabalho para conhecer o real sentido da palavra solidariedade”, afirma Eduardo Benigno, coordenador do GHP.


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PROTESTOS MARCAM O DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS EM BELÉM

Neste sábado (01) o Fórum Paraense de ONG-Aids organizou um grande ato na Praça da República, em Belém/PA. Realizada no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a atividade somou aos mobilizações que vem acontecendo em todo país, denunciando o retrocesso nas políticas de prevenção ao HIV e no tratamento das pessoas doentes de aids que vem acontecendo no país.


Com apitos e nariz de palhaço, os(as) ativistas alertaram a população não só em relação aos cuidados com o HIV, mas o descaso do poder público com esta questão. “É preciso alertar a população a cerca da epidemia e chamar a atenção dos Governos sobre esta realidade”, destaca Cledson Sampaio, coordenador estadual do Fórum de ONG-Aids. Ele acredita que o movimento social tem um papel fundamental no enfrentamento a epidemia, principalmente no controle social. “O Fórum não quer ser cúmplice, mas construir de fato uma política que atenda as necessidades da população” acrescenta.

A mobilização contou com diversos(as) ativistas e parceiros(as) das 25 instituições que hoje compõe o Fórum de ONG-Aids do Pará. Entre estes(as), Ernandes da Costa, coordenador do Comitê Metropolitano de Combate a Tuberculose ressalta a importância de está somando nesta luta. “A tuberculose é uma das co-infecções que mais atinge as pessoas vivendo com HIV” relata. Acredita que “é muito positivo a participação da sociedade civil organizada para visibilizar os cuidados com a doença”.

O enfraquecimento da política de aids, o aumento da infecção entre a população juvenil, foram alguns dos motivos que levaram a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids – Pará, a também participar do apitaço. Para Hugo Soares, integrante da Rede, o protagonismo juvenil ainda é um conceito novo dentro das estratégias de prevenção ao HIV. “Nossa juventude precisa ser levada mais a sério pelo Estado. Enquanto nos olharem somente como objetos de manipulação ou problemas sociais, ficará difícil não só combater a aids, mas também promover a autonomia e a dignidade de adolescentes e jovens” desabafa.
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FIQUE SABENDO - FAÇA O TESTE DE AIDS NO PARÁ

Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida.

Além disso, as mães soropositivas têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto. Por isso, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o exame!

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento - CTA (ver localização pelo país). Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente. Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136).

A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse período é chamado de janela imunológica.

SAIBA ONDE FAZER O TESTE GRATUITAMENTE NO ESTADO DO PARÁ
MUNICÍPIO
ENDEREÇOS
BELÉM
CASA DIA
End.: Av. Pedro Álvares Cabral, S/Nº
Entre Angustura e Barão do Triunfo.
COORDENAÇÃO ESTADUAL DE DST/AIDS
End.: Rua Presidente Pernambuco, 489 - Batista  Campos
UREDIPE – UNIDADE DE REFERÊNCIA EM DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS ESPECIAIS
End.: Tv. Magno de Araújo, Pass. Izabel, S/Nº - Telégrafo
Entre Senador Lemos e Curuçá.
CENTRO ESCOLA DO MARCO (UEPA)
End.: Av. 25 de setembro, 2558 – Marco
HUJBB - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO BARROS BARRETO
End.: Rua dos Mundurucus, 4487 - Guamá
1º- Andar (Ambulatório)
ABAETETUBA
End.: Av. 15 de Agosto S/Nº - Centro
Entre Barão do Rio Branco e Siqueira Mendes
ALTAMIRA
End.: Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, S/Nº, passagem 01 - Esplanada do Xingú
ANANINDEUA
End.: Av. Cláudio Sanders, 1520 - Estrada do Maguari
ANAPÚ
End.: Rua Santo Agostinho, S/Nº - Imperatriz
ALENQUER
End.: Tv. Colombiano Marvão, S/Nº - Planalto.
Prox. A padaria do Jiruca
AUGUSTO CORRÊA
UNIDADE ESPECIAL DE SAÚDE DE AUGUSTO CORRÊA
End.: Rua João Batista Monteiro, S/Nº - São Miguel.
ACARÁ
SECRETÁRIA DE SAÚDE DE ACARÁ
End.: Av. Fernando Guilhon, S/Nº - Centro.
BARCARENA
End.: Trav. Santo Antônio, 238, Centro
BENEVIDES
End.: Rua Henrique Oliveira S/Nº – Pedro Luiz
BRAGANÇA
End.: Rua Dom Miguel Maria Giambelli, S/Nº - Pedro Luiz.
BAIÃO
HOSPITAL SÃO JOAQUIM
End.: Av. Levindo Rocha, S/Nº- Centro.
BREVES
End.: Av. Rio Branco, 121 – Centro.
CASTANHAL
End.: Rua 1º de Maio, 1445 - Centro
CAPANEMA
End.: Rua Fernandes Tavares, S/Nº - Campinho.
CURIONÓPOLIS
End.: Av. Brasil, S/Nº - PSF – Planalto.
CAMETÁ
End. Praça Augusto Montenegro, 115 – Centro.
CANAÃ DOS CARAJÁS
End.: Rua dos Pioneiros, 106 – centro.
CACHOEIRA DO PIRIÁ
End.: Rua Brasil,S/Nº - Piçareira
CACHOEIRA DO ARARI
End.: Praça da Matriz, S/Nº - Centro
CURUÇÁ
End.: Rua Generalíssimo Deodoro, S/Nº - Centro
FLORESTA DO ARAGUAIA
PSF- BANANAL
End.: Rua 1º de maio, S/Nº - Bairro do Bananal
ITAITUBA
End. Av. Marechal Rondon, Tv. José Ribeiro dos Anjos,  S/Nº – Boa Esperança.
IGARAPÉ-AÇÚ
HOSPITAL MUNICIPAL
End. Av. Barão do Rio Branco, S/Nº - Centro
JACAREACANGA
End.: Rua Santos Dumont, 13 F – Centro.
JURUTI
End.: Travessa. Vereador Turíbio Vieira, S/Nº
 Bom Pastor.(antigo prédio Hospital Municipal)
LIMOEIRO DO AJURU
End.: Rua Conceição S/Nº - Bairro da Cuba
MARABÁ
End.: Trav. Santa Terezinha S/Nº  – Centro
MARITUBA

CENTRO NOSSA SENHORA DA PAZ
End.: Rua da Divisa, S/Nº, Bairro Novo.
NOVO PROGRESSO
End.: Rua Santo Antônio, 974 - Bela Vista.
ÓBIDOS
End.: Tv. Acioli Lins, 191 – Bairro de Lourdes.              
ORIXIMINÁ
End.: Av. Carlos Maria Texeira, S/Nº - Centro
OURILÂNDIA DO NORTE
End.: Av. Goiás, 1825 – Centro
PARAGOMINAS
End.: Rua São Marcos S/Nº - Caboatã II
PORTEL
End.: Rua Padre Antônio Vieira S/Nº - Bairro do Bosque
Posto de Saúde do Bosque, esquina com a rua 1º de Maio.
PONTA DE PEDRAS
End.: Av. Raimundo Malato, 85 – Centro.     
REDENÇÃO
End.: Av. Araguaia, 1.300 – Setor Alto Paraná
SALINÓPOLIS
End.: Tv. Vidal de Negreiros, 229 - São Vicente.
SANTARÉM
End.: Av. Barão do Rio Branco, 860 – Santa Clara.
SÃO FÉLIX DO XINGU
End.:Av. Goiás, 1475 – Centro.
SÃO MIGUEL DO GUAMÁ
End.: Rua Sargento Palheta, 568 – Perpetuo Socorro.
SÃO JOÃO DE PIRABAS
End.: Av. São Pedro, S/Nº - Colina
SANTANA DO ARAGUIA
End.: Rua Wilton Brito, 61- Centro de Apoio
TRACUATEUA
End.: Av. São Sebastião, 105- Centro
TRAIRÃO
End.: Tv. Carlos Furtado, S/Nº - Bairro Industrial.
TUCURUÍ
End.: Tv. Paulo Ronaldo, 30 - Santa Isabel.
TOMÉ-AÇU
End.: Av. Dionísio Bentes - PA 140
TUCUMÃ
End.: Av. São Sebastião, 105- Centro.
XINGUARA
End.: Av. Francisco Caldeira Castelo Branco, 116 – Centro
Ed. Banco do Brasil, 2º Piso – Ala B
TAILÂNDIA
AMBULATÓRIO MÉDICO ESPECIALIZADO
End.: Av.Belém, S/Nº - Santa Maria
SOURE
HOSPITAL MUNICIPAL DE SOURE
End.: 8ª rua, S/Nº - Bairro da Matinha
Entre Travessa 12 e 13
SANTARÉM NOVO
UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE
End: Av. Francisco Martins de Oliveira,S/Nº
SALVATERRA
HOSPITAL MUNICIPAL DE SALVATERRA
End.: Tv. Nossa Senhora da Conceição S/Nº - Centro
PARAUAPEBAS
End.: Rua P, 38 – Bairro da União
PAU D’ARCO
HOSPITAL MUNICIPAL DE PAU D’ARCO
End.: Rua David Pinheiro Cavalcante, S/Nº - Setor Paraíso
PRIMAVERA
UNIDADE DE SAÚDE DE PRIMAVERA
End.: Av. General Moura Carvalho, S/Nº - Centro
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