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PARABÉNS AO POVO DE BELÉM - 400 ANOS
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CINE EDH - CURTA "O PACOTE" E DEBATE SOBRE VIDA POSITHIVA
Na tarde de sábado, de 17 de outubro de 2015, na sede do Grupo Paravidda, bairro do Jurunas, em Belém, mais uma edição do Cine EDH - Educação e Direitos Humanos. A atividade é uma parceria do GEEDH (Grupo de Estudos em Educação e Direitos Humanos) da UFPA, Instituto Popular Eduardo Lauande e Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com Hiv/Aids (Jovens + Pará).

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Foi exibido o curta-metragem brasileiro "O PACOTE" (de aproximadamente 18 minutos). O filme com a história de Jefferson, um jovem vivendo com Hiv, que no contexto escola-vida social-saúde se vê apaixonado por um colega de colégio e enfrenta o desafio de revelar ou não a sua condição sorológico ao parceiro. Em seguida, os participantes realizaram um debate sobre suas impressões e reações ao curta exibido, bem como sobre direitos humanos. Nosso agradecimento a todos os participantes pela construtiva discussão e, em especial, ao Grupo Paravidda, por acolher a atividade e pela parceria de sempre.

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GHP PROMOVE FORMAÇÃO SOBRE SAÚDE E DIREITOS HUMANOS
O Grupo Homossexual do Pará (GHP), realizou no dia 06 de agosto a “Oficina em Ativismo LGBT e DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais” na sede do Paravidda. O evento teve como objetivo capacitar pessoas sobre saúde sexual e direitos humanos LGBT.
O infectologista Lourival Marsola, os ativistas Francisco Rodrigues (Kiko) do GAPA – Pará e Eduardo Soares (Eduardo da Amazônia) da RNAJVHA/PA, juntamente com Carlos Magno, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT), estiveram facilitando temas relacionados ao enfrentamento do HIV/Aids e da homofobia.
O evento contou com a participação de integrantes de organizações pela diversidade sexual no Estado, entre outros(as) convidados(as). Para Eduardo Benigno, da coordenação do GHP, a realização da oficina é “gratificante de saber que o papel do grupo Homossexual do Pará esta sendo cumprido, levando informação para o empoderamento de novos e novas ativistas do movimento LGBT do Pará”.
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NO VERÃO PARAENSE, A PRIMAVERA BRASILEIRA!
Sai de casa por volta das 17h00. Quanto mais eu me aproximava do nosso ponto de encontro em São Brás, mais o coração acelerava. No caminho, inúmeras pessoas seguiam caminhando pela Almirante Barroso até São Brás de onde partiríamos com a multidão que nos esperava. Não éramos dez, nem cem, nem quinhentos, mas milhares nas ruas continuando o #MovimentoPasseLivre que começou em São Paulo/SP e se espalhou pelo Brasil.
A manifestação não ganhou uma ampliação somente geográfica, mas também política. Ainda que o transporte público tenha sido o motivador, outras pautas se viam presentes nos cartazes e ecoava na voz dos participantes. Enquanto algumas faixas traziam as reivindicações por uma educação de qualidade, outras carregavam o grito dos povos da Amazônia: Pare Belo Monte! Em meio a todas as inquietações, uma bandeira com as cores do arco-íris indicava que a luta também era pela diversidade e contra a homofobia.
Continuamos a caminhada rumo ao Entroncamento, paramos o trânsito. Fechamos um lado de uma das principais vias de acesso à cidade além de tomarmos o canteiro central, onde encontra-se parada há muuuuuuito tempo as obras do BRT. Houve quem reclamasse sobre o fato de termos impedido a passagem de ônibus, carros e motos, eu também teria reclamado... se não tivesse entendido que até o meu direito estava sendo reivindicado naquele momento.
A marcha seguiu tranquila, tanto pelos militares que estavam espalhados pelo trajeto e principalmente pelo povo que foi às ruas, não por um sentimento de revolta, mas de rebeldia. Uma das palavras de ordem refletia justamente isto: “não a violência!”. Senti cheiro de vinagre em um determinado lugar enquanto um amigo explicava “quimicamente” a reação entre o produto e a bomba de efeito (i)moral. Bom, mas não foi necessário e quem trouxe a garrafinha de vinagre, pode levar de volta pra casa e colocá-lo na dispensa.
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| Jovens + Pará em defesa dos Direitos da Juventude! |
E até a natureza se juntou aos manifestantes. Afinal, estávamos numa terra onde o cair da chuva é um rito (quase que) sagrado. Quem disse que a caminhada parou? Já dizia o ditado “quem está na chuva é pra se molhar” então, seguimos adiante. Houve silêncio na frente dos dois hospitais que passamos, demostrou ainda mais o respeito e a organização que estava sendo conduzido o ato e dos participantes.
Depois da grande marcha do Fórum Social Mundial em 2009, esta foi a segunda maior que participei em minha vida. No meu subconsciente escuto as músicas de libertação, desde aquelas cantadas em meio a ditadura militar até as mais atuais, que se concretizam na ousadia d@s jovens, na profecia daqueles(as) que fazem acontecer um outro mundo possível. Sinto-me mais motivado a participar destas passeatas, ao ver companheir@s da Rede Jovens + Pará e da Pastoral da Juventude, organizações que estão em minha vida, presentes na caminhada.
O fato de chegarmos a 16 mil pessoas nas ruas, em plena segunda-feira de junho não é mera coincidência e nem algo isolado da conjuntura mundial. Embora ainda estejamos vivendo um inverno-outono, a esperança se faz presente com a juventude tomando conta das ruas do país, no verão paraense e na #PrimaveraBrasileira que (re)começa aqui e agora!
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Eduardo da Amazônia é atual representante estadual da RNAJVHA.
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BELÉM FAZ MEMÓRIA AS VÍTIMAS DA AIDS
Aconteceu no dia 18 de maio, o Candlelight Memorial (em português, “Memorial a Luz de Velas”). Com o tema “Em Solidariedade”, este evento chega a sua 30ª edição como uma das mais antigas intervenções globais sobre o HIV, para a prevenção e quebra do preconceito a pessoas soropositivas.
O Portal da Amazônia (Belém/PA) acolheu a ação que teve como propósito celebrar a memória das vítimas da Aids e sensibilizar a população acerca do HIV. Na programação houve acendimento de velas, músicas, reflexões e abordagens educativas as pessoas que transitavam no local.
A Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina (Comitê UFPA – IFMSA Brasil), da Rede Jovens + Pará (RNAJVHA/PA) e Pastoral da Aids da Arquidiocese de Belém, organizaram o evento em Belém/PA, contando com a parceria da ONG Noolhar e do Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais.
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JOVENS + PARÁ PRESENTE EM AÇÕES CONTRA A HOMOFOBIA
“Fortalecer e unificar nossa lutar não pode parar” foi o tema do V Encontro Estadual do Movimento LGBT do Pará, realizado de 10 a 12 de maio em Ananindeua/PA. O evento contou com a presença dos grupos e organizações associadas, assim como entidades e redes parceiras.
O momento encaminhou diversas questões relacionadas a organização, assim como de incidência política no enfrentamento da homofobia e garantia de direitos a população LGBT. Houve também a eleição da nova coordenação do Movimento e representantes ao Conselho Estadual da Diversidade Sexual (CEDS) e GT de Segurança Pública.
Após o Encontro Estadual, seguiram para a Semana Nacional, em Brasília/DF. Na ocasião, participaram no Congresso Federal do Seminário LGBT que em sua 10ª edição, teve como slogan “Liberdades, Abram as Asas Sobre Nós – Liberdade de Crença em Relação às outras Liberdades Individuais”.
Passando pelas sedes do poder executivo, legislativo e judiciário, a IV Marcha Nacional contra a homofobia tomou conta da Praça dos Três Poderes no dia 15 de maio. Com faixas e cartazes na mão os militantes denunciaram violências e assassinatos ocorridos no país em decorrência da intolerância homossexual.
Passando pelas sedes do poder executivo, legislativo e judiciário, a IV Marcha Nacional contra a homofobia tomou conta da Praça dos Três Poderes no dia 15 de maio. Com faixas e cartazes na mão os militantes denunciaram violências e assassinatos ocorridos no país em decorrência da intolerância homossexual.
Eldemir Cantão e André Luis estiveram representando a Rede Jovens + Pará em ambas atividades. Na opinião deles, o Encontro Estadual e a Marcha Nacional, representaram espaços importantes no avanço da cidadania LGBT. “Esta sintonia entre as atividades, foi muito importante pois a ação em Brasília concretizou justamente sobre a busca de direitos que refletíamos no Pará” comenta André.
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MEMORIAL DE VELAS PROMOVE A SOLIDARIEDADE E A LUTA CONTRA A AIDS
Os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) revelam que no mundo 34 milhões de pessoas vivem com HIV e 1,7 milhões morreram em decorrência da doença. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, 656.701 casos estão notificados desde o início da epidemia até junho de 2012 e aproximadamente 11,5 mil número de óbitos por ano. É para chamar a atenção sobre esta realidade que acontece no dia 18 de maio, o Candlelight Memorial (em português, “Memorial a Luz de Velas”).
Realizado desde 1983, está em sua 30ª edição, que tem como tema “Em Solidariedade”. O Memorial a Luz de Velas é uma das mais antigas e mais importantes campanhas de mobilização sobre HIV do planeta. É uma importante intervenção para a solidariedade global, rompendo as barreiras do estigma e discriminação e dando esperança às novas gerações. Na programação, haverá o acendimento de velas, simbolizando a memória viva daqueles que perderam sua vida em decorrência da AIDS.
Ainda como parte desta atividade, será realizada no dia anterior (17) a partir das 18h30, uma capacitação com os voluntários, no Instituto de Ciências da Saúde sobre a temática em foco. Estes estarão atuando no evento distribuindo materiais educativos e trocando informações através da abordagem individual com os presentes.
A expectativa é que cerca de 200 pessoas participem do Memorial, entre estudantes da UFPA, ativistas do Fórum Paraense de ONG-Aids e da população em geral. A organização do evento é da Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina (Comitê UFPA – IFMSA Brasil), da Rede Jovens + Pará (RNAJVHA/PA) e Pastoral da Aids da Arquidiocese de Belém, em parceria com a ONG Noolhar e Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais.
SERVIÇO
PAUTA: MEMORIAL DE VELAS PROMOVE A SOLIDARIEDADE E A LUTA CONTRA A AIDS
DATA: 18 de maio de 2013 (sábado) HORÁRIO: 18h30 LOCAL: Portal da Amazônia
CONTATO: 91 82640808 (Kennedy - IFSMA) / 91 81831841 (Eduardo - RNAJVHA)
rnajvha.pa@gmail.com | pastaidsbelem@gmail.com
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ENCONTRO ESTADUAL DO MOVIMENTO LGBT VAI ABORDAR QUESTÕES DE SAÚDE, VIOLÊNCIA E DIREITOS HUMANOS
O avanço da epidemia de AIDS entre os jovens gays e o combate a violência na população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), serão alguns assuntos pautados no 5º Encontro Estadual do Movimento LGBT do Pará que tem inicia hoje (10) em Ananindeua/PA.
Com o tema “Fortalecer e Unificar: A nossa luta não pode parar”, o evento reunirá integrantes das 37 entidades filiadas e organizações parceiras, além de representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB - Pará), da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEJUDH) e do atual Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.
A programação que se estende até domingo (12), discutirá ainda a organização do Movimento, bem como a eleição de representantes para o Conselho Estadual da Diversidade Sexual (SEDS) e Grupo de Trabalho de Segurança Pública e Combate à Homofobia.
Ao termino do encontro, os participantes seguiram à Brasília/DF, para participar da IV Marcha Nacional contra a Homofobia.
SERVIÇO
PAUTA: 5º ENCONTRO ESTADUAL DO MOVIMENTO LGBT DO PARÁ
DATA: 10 a 12 de maio de 2013 LOCAL: Escola Estadual Dr. Agostinho Monteiro
END.: Conjunto Cidade Nova 2, Ananindeua/PA
CONTATO: 91 8228 1556 (Beto Paes) / 91 8141 9047 (Eduardo Benigno)
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REDE EM MOVIMENTO (MARÇO/ABRIL)
As águas de março e o abril pascal começam a se despedir deixando marcas na caminhada da Rede Jovens + Pará. Uma etapa de reflexões e ações importantes para o desenvolvimento do grupo que viveu estes momentos com bastante entusiasmo e comprometimento com a vida.
Buscando colaborar cada vez mais no fortalecimento do protagonismo juvenil dentro das ações de saúde e educação, contribuímos na capacitação e implantação/implementação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), na Região Metropolitana de Belém, ocorrida de 18 a 22 de março, na Escola de Governo do Pará.
“Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”. O trecho desta canção de Gilberto Gil encontrou ressonância e motivou os jovens a participarem da IV Caminhada Pela Liberdade Religiosa que aconteceu no dia 17 de março. O som dos atabaques ecoava na Presidente Vargas, uma das principais avenidas de Belém, naquela manhã de domingo. [saiba +]
Na visita ao UNICEF realizada no dia 05 de abril, apresentou-se o balanço das atividades desenvolvidas no ano anterior e o planejamento para 2013. Também houve um agradecimento pelo importante apoio que o UNICEF tem disponibilizado e reafirmou-se a parceria com a agência, em vista da defesa e promoção de direitos dos adolescentes e jovens vivendo com HIV/Aids.
Ocorrida em 11 de abril, no Auditório da Secretaria de Estado de Obras Públicas (SEOP), a oficina de elaboração da Programação de Ações e Metas (PAM) do Estado do Pará, também contou com a participação da Rede Jovens + Pará e das demais entidades da sociedade civil e redes de pessoas soropositivas que compõem o Fórum Paraense de ONG-Aids e Hepatites Virais.
Na reunião ordinária realizada no dia 13 de abril na Escola Costa e Silva, encaminharam-se algumas demandas presentes no Planejamento 2013, assim como (re)democratizou algumas responsabilidades entre os integrantes. Além disso, o grupo definiu o processo de seleção para a delegação do Pará no VI Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids que será realizado de 10 a 13 de abril em Brasília.
Sendo uma Rede que se propõe educar pela/para a comunicação na busca de direitos, participa de processos de reflexão-ação buscando socializar in-formações e práticas. Neste sentido, Jovens + Pará esteve na Oficina de Comunicação e Direitos Humanos, promovida pela Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais – ABONG. A atividade aconteceu nos dias 16 a 18 de abril na Sede da CNBB/N2.
Na Câmara Municipal de Belém (CMB), os integrantes da Rede também participaram no dia 19 de abril da Sessão Especial acerca do “Dia Municipal de Luta contra a Aids”. A iniciativa da vereadora Marinor Brito juntamente com o Movimento de Luta contra a Aids, promoveu o debate sobre os principais problemas enfrentados principalmente pelas pessoas vivendo com HIV, tendo em vista a construção de um plano emergencial.
Sendo uma Rede que se propõe educar pela/para a comunicação na busca de direitos, participa de processos de reflexão-ação buscando socializar in-formações e práticas. Neste sentido, Jovens + Pará esteve na Oficina de Comunicação e Direitos Humanos, promovida pela Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais – ABONG. A atividade aconteceu nos dias 16 a 18 de abril na Sede da CNBB/N2.Na Câmara Municipal de Belém (CMB), os integrantes da Rede também participaram no dia 19 de abril da Sessão Especial acerca do “Dia Municipal de Luta contra a Aids”. A iniciativa da vereadora Marinor Brito juntamente com o Movimento de Luta contra a Aids, promoveu o debate sobre os principais problemas enfrentados principalmente pelas pessoas vivendo com HIV, tendo em vista a construção de um plano emergencial.
A Rede também esteve facilitando o tema “Juventude e Aids” no XV Encontro de Agentes da Pastoral da Aids do Regional Sul 2 da CNBB. Do norte ao sul do Brasil, mais especificamente do Pará ao Paraná, partilhamos nossa experiência de trabalho através do protagonismo juvenil e a importância deste no enfrentamento à juvenização da epidemia.
Em março e abril, houve outras atividades não menos relevantes estiveram acontecendo com a participação da Rede Jovens + Pará com: Fórum Paraense de ONG-Aids, Grupo de Trabalho Intersetorial do Programa Saúde na Escola (GTIE – PSE), Coordenadoria de Promoção dos Direitos da Juventude (CPDJ – SEJDH), etc.
Articulados no tripé da formação, da acolhida e do controle social, busca-se cada vez mais amadurecer com a sociedade civil e poder público na construção de estratégias que possam reconhecer os jovens na sua integralidade como sujeitos de direitos e agentes da transformação necessária que o mundo espera ver!
MEU NOME NÃO É AIDS
O jovem estudante Petterson Silva (16) é morador do município de Acará/PA, situado no nordeste do Estado. Em 2011 participou da capacitação e implantação do Grupo Gestor Municipal (GGM) do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). Desde então, vem colaborando nas ações de prevenção às DST e combatendo o preconceito em decorrência do HIV/Aids.
Neste mesmo ano, integrou a Rede Jovens + Pará, articulação estadual da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids (RNAJVHA), que luta na promoção e defesa dos direitos humanos, com foco na saúde sexual e reprodutiva da população juvenil. Ele não vive com HIV, mas é um dos tantos jovens que hoje atuam com a RNAJVHA combatendo a discriminação a pessoas vítimas da Aids.
Este mês o “ Gazeta do Vale”, jornal de circulação no Acará e em municípios vizinhos, publicou a matéria: “Preconceito é o principal problema para os portadores do HIV/Aids”. Junto às informações divulgadas, estava a foto de Petterson, justamente por ser um dos entrevistados sobre o assunto. Entretanto, após publicar a página com a notícia no facebook, começou a sofreu comentários de caráter preconceituoso.
O título da matéria confirmou de forma antecipada aquilo que se comprovou em comentários , tanto na rede social, quanto em sua cidade. Porém, não é a primeira vez que Petterson tem recebido algumas censuras por se posicionar em defesa dos direitos humanos. Em algumas de suas postagens nas redes sociais se colocando contra a homofobia, também recebeu avacalhações.
A grande questão é que esta atitude não se configura como um fato isolado ou até mesmo algo que vem para vitimar. A mesma situação ocorrida com Petterson é constante e em alguns lugares tem ocorrido de forma ainda mais violenta. Em São Paulo/SP, por exemplo, pai e filho foram confundidos com homossexuais e agredidos, sendo arrancada uma parte da orelha de um deles. Já em Camaçari/BA, um jovem também heterossexual foi brutalmente assassinado por está abraçando seu irmão.
O fato é que não precisa ser soropositivo para também sofrer a discriminação das pessoas que vivem com HIV: basta assumir a luta contra a Aids para ser alvo de comentários estigmatizantes. Assim como o ser gay, lésbica, travesti ou transexual não é o único para ser vítima da homofobia, basta ter uma postura afetiva “diferente” da “normatividade”. Portanto, antes de fazer um discurso que limite a criminalização da homofobia somente a um direito de LGBT, vale lembrar que esta mesma violência vem atingindo também heterossexuais.
Conforme a Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da Aids¹: “ninguém tem o direito de restringir a liberdade ou os direitos das pessoas pelo único motivo de serem portadoras do HIV/aids”, “ninguém poderá fazer referência à doença de alguém, passada ou futura, ou ao resultado de seus testes para o HIV/aids, sem o consentimento da pessoa envolvida” e; “todo portador do vírus tem direito a comunicar apenas às pessoas que deseja seu estado de saúde e o resultado dos seus testes”.
Infelizmente o compromisso com a vida nem sempre é visto com os olhos da solidariedade, onde a trave do preconceituoso insiste tapar. Porém, antes de qualquer afirmação equivocada ou atitude preconceituosa, vale lembrar que ninguém, a não ser a própria pessoa, tem o direito de revelar sua condição sorológica, seja ela qual for. E independente se positiva ao HIV ou não, merece ser respeitada em sua dignidade, independente de religião, orientação sexual, raça/etnia, etc.
E antes que limitemos as pessoas simplesmente em um vírus, a reflexão do atual representante da RNAJVHA/Amazônia tem muito a nos ensinar: “Logo que descobri fiquei amedrontado, sem saber ao certo do que se tratava. Foi um momento de muito transtorno, fiquei sem “chão”. Aquele foi um momento oportuno para que eu pudesse buscar informações a respeito do que é o vírus HIV. Depois de um tempo já conformado, o que mais me chocou foi saber e notar em tudo o que li e em todas as informações que captava, o que mais mata, é o preconceito que a sociedade impôs sobre as pessoas que vivem com HIV. Hoje eu tenho uma concepção de mundo, não tenho vergonha do que sou. Me chamo EFRAIM LISBOA e não Aids...”
Eduardo da Amazônia
Representante estadual da RNAJVHA
______________________________
¹ Confira em: www.aids.gov.br/pagina/direitos-fundamentais (consulta realizada em 08 de abril de 2013).
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REDE DE JOVENS PARTICIPA DA CAMINHADA PELA LIBERDADE RELIGIOSA EM BELÉM
Na manhã de domingo (17), foi realizada a “IV Caminhada Pela Liberdade Religiosa – Caminhando a gente se entende”. A concentração aconteceu na Escadinha do Cais do Porto (ao lado da Estação das Docas), rumo a Praça da República. O evento alusivo ao Dia Estadual e Municipal da Umbanda e das Religiões Afro Brasileiras – 18 de março, teve como objetivo o combate a intolerância religiosa e o direito a liberdade de crença.
Clique na imagem para ampliar
A Rede Jovens + Pará, juntamente com demais entidades do Fórum de ONG-Aids estiveram presentes somando na caminhada que subiu a Avenida Presidente Vargas embalada pelo som dos tambores e pelas danças de matriz africana. O momento também foi de protesto pela saída do Deputado Marco Feliciano da Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.
A memória de mãe Doca, também esteve presente na programação. Ela que foi a mulher que primeiro tocou tambor no Pará, símbolo de resistência para as comunidades afro-religiosas do Estado.
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NOTA DE REPÚDIO CONJUNTA DAS REDES DE PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS NO BRASIL À COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Nós, pessoas vivendo com HIV e AIDS no Brasil, neste instrumento representadas pela Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP+ Brasil), pelo Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP), e pela Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS (RNAJVHA), que juntas formam o Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS,
CONSIDERANDO as declarações de rancor, ódio e falta de conhecimento relacionados às pessoas negras, à comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), às pessoas vivendo com HIV e AIDS (PVHA) no Brasil, bem como às pessoas indígenas brasileiras e a religiões de origem afro-brasileiras, proferidas pelo pastor-deputado Marcos Feliciano, do Partido Social Cristão (PSC-SP), indicado para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias desta Casa Legislativa;
CONSIDERANDO que o Estado Democrático é laico e as ações dos poderes constituídos devem ser embasadas no Direito;
CONSIDERANDO a luta histórica da sociedade brasileira pelos Direitos Humanos das minorias e das populações marginalizadas;
CONSIDERANDO que não há privilégios da população LGBT brasileira; e
CONSIDERANDO que a Síndrome de Imunodeficiência Humana (Sida/AIDS) não é uma doença que afeta exclusivamente à população homossexual masculina, mas também outras populações marginalizadas em seus direitos humanos e civis, afetando crescentemente a população heterossexual,
Vimos pela presente manifestação, REPUDIAR veementemente a indicação, pelo PSC, e a aceitação, tanto pela referida CDHM, quanto pela mesa diretora desta casa legislativa que seja entregue ao pastor deputado Marcos Feliciano tão importante e cara à população brasileira esta Comissão.
Sem mais,
Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP+ Brasil)
Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP)
Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS (RNAJVHA)
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ONGS DO PARÁ ALERTAM PARA CRESCIMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS NO ESTADO
Em nota enviada à imprensa, o fórum de ONGs/Aids do estado do Pará alerta para o aumento do número de casos de infecção pelo HIV no estado. Segundo o documento enviado por email, o Ministério da Saúde indica que o número de óbitos por HIV/aids em Belém, atualmente é duas vezes maior que a taxa brasileira, que é de 6,31 por 100.000 habitantes. De janeiro até junho de 2012, Belém teve uma taxa de 13,71 casos por 100.000 habitantes. Segundo o grupo, os dados evidenciam o crescimento da epidemia no Pará, e, com isso, a vulnerabilidade do sistema de assistência à saúde em todo o Estado. Confira outras informações divulgadas pelos ativistas:
No período de 1980 a 2010, ocorreram 8.154 óbitos tendo como causa básica a aids, na Região Norte, sendo a maioria no Estado do Pará (4.186 óbitos; 51,3%), no Amazonas (2.117; 26%), e em Rondônia (820; 10,1%). No ano de 2010, ocorreram 923 óbitos na Região Norte, sendo 480 (52,0%) no Pará, 277 (30,0%) no Amazonas, 71 (7,7%) em Rondônia, 37 (4,0%) no Tocantins, 32 (3,5%) em Roraima, 14 (1,5%) no Acre e 12 (1,3%) no Amapá.
Segundo informações do DAME – HUJBB, a taxa de óbitos por aids em mulheres aumentou desde 2010, quando foi de aproximadamente de 22,34% do total de óbitos, para 28,12% em 2011, atingindo 31,74% apenas no primeiro semestre de 2012.
Considerando que a reforma do espaço físico do hospital obrigou à redução do números de leitos para pacientes com HIV aids de 30 para 20 isso indica que há mais mulheres sendo internadas em estado grave com aids no hospital; que há o diagnóstico tardio de HIV-aids em mulheres; a existência da feminização da epidemia; e a vulnerabilidade do programa de aids em Belém.
Com relação aos homens, de acordo com os dados fornecidos pelo DAME-HUJBB, a taxa de óbitos por aids, que em 2010, foi de 77/65% caiu levemente para 71,87% em 2011, atingindo o valor alarmante de 46,51%, só no primeiro semestre de 2012.
Considerando que o hospital HUJBB é referência regional no atendimento de pacientes com aids, e que vários casos tem o diagnóstico definido apenas na internação hospitalar, constata-se que a rede básica de saúde do município de Belém não é eficiente na detecção precoce do HIV. O diagnóstico tardio é uma realidade em Belém. No Hospital Barros Barreto de cada três altas de aids uma delas é por óbito, nos três últimos anos.
O diagnóstico tardio compromete severamente o tratamento do paciente, já que este é admitido no hospital com um quadro clínico gravíssimo. Muitas vezes o usuário descobre não apenas uma doença oportunista grave, mas a sua própria condição de soropositivo já no hospital.
Considerando que 42% das mulheres e 25% de homens investigados, no período de 2010 ao 1° semestre de 2012, procedem do interior do Estado, isso indica a deficiência de diagnóstico de HIV no interior do Estado do Pará. O Estado, que possui 144 municípios, registra apenas 57 CTA’s, sendo 7 na região metropolitana e 50 para atender aos demais municípios paraenses, significando que 2/3 do Estados estão sem cobertura para o diagnóstico de HIV-Aids.
No período de 1998 a 2010, pode-se observar um aumento na taxa de incidência de aids na Região Norte, passando de 6,1/100.000 habitantes em 1998 para 20,6 em 2010, o que corresponde a um crescimento de 237,7%. No Pará, em 2010, a taxa de incidência de aids, aumentou para 19,5; ultrapassando a média nacional (17,9).
Belém (41,3) é a 3° capital em incidência de casos de aids na Região Norte. E nos municípios com mais de 50 mil habitantes, destacam-se: Paragominas/PA (54,2), Benevides/PA (40,7), Redenção/PA (35,7), Marituba/PA (32,3), Ananindeua/PA (27,5), e Bragança/PA (27,4).
LEITOS
O Pará tem um hospital de referência para tratamento de HIV/aids, o Hospital Universitário João de Barros Barreto, do SUS, que dispõe de um total de 30 leitos para a síndrome. Em Belém, mais quatro hospitais públicos oferecem leitos do SUS para HIV, são eles: Hospital de Clínicas (4 leitos), Fundação Santa Casa (4 leitos), Hospital Dom Luis – Beneficência Portuguesa (2 leitos), Hospital da Ordem Terceira ( 2 Leitos) totalizando 42 leitos de HIV aids para a capital do Estado, Belém, para onde se dirigem a maioria de usuários.
Apenas dois hospitais privados destinam leitos para tratamento de casos de HIV/aids, são eles: Hospital Porto Dias (2 leitos) e Hospital Adventista de Belém (3 Leitos).
No interior do Estado estão 26 leitos disponíveis para o SUS, em diferentes hospitais nas cidades de Alenquer, Altamira, Ananindeua, Aurora do Pará, Barcarena, Bragança, Castanhal, Marabá, Marituba, Redenção, Santarém e Tucurui. Todo o SUS no Estado do Pará dispõe, em dados oficiais, de 68 leitos, sendo 42 na capital e 26 no interior.
Considerando, portanto, que só existem 68 leitos hospitalares para pacientes HIV em todo o Estado, que tem uma população de 7.065.573 habitantes pode-se dimensionar a extensão da tragédia e compreender porque aids ainda significa morte na mentalidade dos paraenses.
Fonte: Agência de Notícias da AIDS
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TRAVESTIS E TRANSEXUAIS REALIZAM ATO EM BELÉM
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| (Foto: Daniel Costa) |
O Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais da Amazônia (Gretta) realiza uma manifestação em Belém, para marcar o Dia da Visibilidade Trans nesta terça-feira (29). Vestidos de preto, os participantes do ato se concentraram na escadinha da Estação das Docas e seguem em direção à Assembleia Legislativa do Pará.
A partir das 18h de hoje, a Coordenação de Livre Orientação Sexual (Clos) da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) também realizará um ato em parceria com o Centro de Referência em Direitos Humanos, Polícia Civil e Polícia Militar. O projeto "Ponto de Paz" será constituída de entrega de cartilha sobre os direitos de travestis e transexuais e terá como ponto de partida a avenida Benjamin Constant, entre 28 de Setembro e Gaspar Vianna, em frente à Fábrica Esperança.
A ação terá a presença de Policiais Militares e Civis capacitados, integrantes do Gretta, movimento social, psicólogos e assistentes sociais do Centro de Referência em Direitos Humanos, além da Delegada Christiane Lobato e do Secretário de Justiça, José Acreano Brasil Jr.
COMO SURGIU
No dia 29 de janeiro de 2004, o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional "Travesti e Respeito", desta forma também surgiu o Dia da Visibilidade Trans, com a presença de representantes da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) no Congresso Nacional, em Brasília. A partir da campanha, todas as organizações afiliadas a Antra saíram às ruas para comemorar a data e reivindicar seus direitos.
Fonte: DOL
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