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PARABÉNS AO POVO DE BELÉM - 400 ANOS
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UMA NOVA CARTA DE PRINCÍPIOS PARA UM NOVO MOMENTO
Fruto do Encontro Estadual de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, ocorrido em 5 e 6 de setembro de 2015, esta é a nova Carta de Princípios que norteia o trabalho da Jovens + Pará.
Somos uma rede paraense de adolescentes e jovens de diversas correntes políticas, sociais e ideológicas, que declara-se apartidária, independentemente de sorologia, de crenças religiosas e filosóficas, agindo por meio do protagonismo da juventude vivendo com HIV, buscando o enfrentamento da epidemia da aids.
Temos como missão mobilizar, sensibilizar e ajudar adolescentes e jovens para o cuidado consigo, com o outro e com a sociedade. De igual modo, cooperar na conscientização da população em geral a respeito do viver e conviver com HIV/Aids.
Atuamos em parceria com pessoas, famílias, organizações não governamentais, órgãos públicos e privados no acolhimento, orientação, formação, interação e incentivo da educação entre pares, para reduzir a vulnerabilidade e garantir os direitos dos adolescentes e jovens, combatendo o preconceito e estigmas.
Organizamo-nos a partir dos coletivos de base presentes nos municípios e regionais do Estado, tendo como foco os eixos de acolhimento, formação e a incidência política. A coordenação é indicada e definida por jovens vivendo com HIV/Aids, contando com a assessoria de facilitadores(as) adulto(s) que prestam um serviço de acompanhamento educativo. Estamos vinculados à Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids – RNAJVHA.
Acreditamos no potencial dos adolescentes e jovens, na unidade em meio às diversidades, na paz, numa sociedade mais humana, solidária, igualitária, numa espiritualidade inclusiva e no bem comum.
Defendemos a vida, o acesso à saúde, educação, trabalho e aos direitos humanos, em especial a dignidade das pessoas vivendo com HIV/Aids, que se expressa na adesão integral ao tratamento (atendimento ao serviço especializado, uso de medicações e subsídios de prevenção, grupos de adesão e incidência política, etc), gerando oportunidades e visando o bem viver.
Pretendemos ser sujeitos e sujeitas de direitos, empoderados(as) de nossa cidadania, alcançando nossa participação e autonomia na luta em favor do SUS, da qualidade de vida na adolescência e juventude, sobretudo, soropositiva.
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JOVENS CONTRIBUEM EM AÇÕES DO PSE
Com a presença de coordenações das Secretarias de Estado de Saúde (SESPA) e Educação (SEDUC), juntamente com a Rede Jovens + Pará, estiveram construindo estratégicas para a ampliação e acompanhamento das ações do PSE no Pará.
Ainda este mês, a Coordenação Estadual de DST/Aids e a Rede Jovens + Pará esteve em Paragominas/PA para a capacitação e implantação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE).
Entre os dias 13 a 16 de maio, houve visita às unidades de ensino do município e oficinas sobre temas ligados à saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes e jovens. Na conclusão das atividades, houve a construção do plano de ação e certificação dos presentes.
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REDE EM MOVIMENTO (MARÇO/ABRIL)
As águas de março e o abril pascal começam a se despedir deixando marcas na caminhada da Rede Jovens + Pará. Uma etapa de reflexões e ações importantes para o desenvolvimento do grupo que viveu estes momentos com bastante entusiasmo e comprometimento com a vida.
Buscando colaborar cada vez mais no fortalecimento do protagonismo juvenil dentro das ações de saúde e educação, contribuímos na capacitação e implantação/implementação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), na Região Metropolitana de Belém, ocorrida de 18 a 22 de março, na Escola de Governo do Pará.
“Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”. O trecho desta canção de Gilberto Gil encontrou ressonância e motivou os jovens a participarem da IV Caminhada Pela Liberdade Religiosa que aconteceu no dia 17 de março. O som dos atabaques ecoava na Presidente Vargas, uma das principais avenidas de Belém, naquela manhã de domingo. [saiba +]
Na visita ao UNICEF realizada no dia 05 de abril, apresentou-se o balanço das atividades desenvolvidas no ano anterior e o planejamento para 2013. Também houve um agradecimento pelo importante apoio que o UNICEF tem disponibilizado e reafirmou-se a parceria com a agência, em vista da defesa e promoção de direitos dos adolescentes e jovens vivendo com HIV/Aids.
Ocorrida em 11 de abril, no Auditório da Secretaria de Estado de Obras Públicas (SEOP), a oficina de elaboração da Programação de Ações e Metas (PAM) do Estado do Pará, também contou com a participação da Rede Jovens + Pará e das demais entidades da sociedade civil e redes de pessoas soropositivas que compõem o Fórum Paraense de ONG-Aids e Hepatites Virais.
Na reunião ordinária realizada no dia 13 de abril na Escola Costa e Silva, encaminharam-se algumas demandas presentes no Planejamento 2013, assim como (re)democratizou algumas responsabilidades entre os integrantes. Além disso, o grupo definiu o processo de seleção para a delegação do Pará no VI Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids que será realizado de 10 a 13 de abril em Brasília.
Sendo uma Rede que se propõe educar pela/para a comunicação na busca de direitos, participa de processos de reflexão-ação buscando socializar in-formações e práticas. Neste sentido, Jovens + Pará esteve na Oficina de Comunicação e Direitos Humanos, promovida pela Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais – ABONG. A atividade aconteceu nos dias 16 a 18 de abril na Sede da CNBB/N2.
Na Câmara Municipal de Belém (CMB), os integrantes da Rede também participaram no dia 19 de abril da Sessão Especial acerca do “Dia Municipal de Luta contra a Aids”. A iniciativa da vereadora Marinor Brito juntamente com o Movimento de Luta contra a Aids, promoveu o debate sobre os principais problemas enfrentados principalmente pelas pessoas vivendo com HIV, tendo em vista a construção de um plano emergencial.
Sendo uma Rede que se propõe educar pela/para a comunicação na busca de direitos, participa de processos de reflexão-ação buscando socializar in-formações e práticas. Neste sentido, Jovens + Pará esteve na Oficina de Comunicação e Direitos Humanos, promovida pela Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais – ABONG. A atividade aconteceu nos dias 16 a 18 de abril na Sede da CNBB/N2.Na Câmara Municipal de Belém (CMB), os integrantes da Rede também participaram no dia 19 de abril da Sessão Especial acerca do “Dia Municipal de Luta contra a Aids”. A iniciativa da vereadora Marinor Brito juntamente com o Movimento de Luta contra a Aids, promoveu o debate sobre os principais problemas enfrentados principalmente pelas pessoas vivendo com HIV, tendo em vista a construção de um plano emergencial.
A Rede também esteve facilitando o tema “Juventude e Aids” no XV Encontro de Agentes da Pastoral da Aids do Regional Sul 2 da CNBB. Do norte ao sul do Brasil, mais especificamente do Pará ao Paraná, partilhamos nossa experiência de trabalho através do protagonismo juvenil e a importância deste no enfrentamento à juvenização da epidemia.
Em março e abril, houve outras atividades não menos relevantes estiveram acontecendo com a participação da Rede Jovens + Pará com: Fórum Paraense de ONG-Aids, Grupo de Trabalho Intersetorial do Programa Saúde na Escola (GTIE – PSE), Coordenadoria de Promoção dos Direitos da Juventude (CPDJ – SEJDH), etc.
Articulados no tripé da formação, da acolhida e do controle social, busca-se cada vez mais amadurecer com a sociedade civil e poder público na construção de estratégias que possam reconhecer os jovens na sua integralidade como sujeitos de direitos e agentes da transformação necessária que o mundo espera ver!
ONGS DO PARÁ ALERTAM PARA CRESCIMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS NO ESTADO
Em nota enviada à imprensa, o fórum de ONGs/Aids do estado do Pará alerta para o aumento do número de casos de infecção pelo HIV no estado. Segundo o documento enviado por email, o Ministério da Saúde indica que o número de óbitos por HIV/aids em Belém, atualmente é duas vezes maior que a taxa brasileira, que é de 6,31 por 100.000 habitantes. De janeiro até junho de 2012, Belém teve uma taxa de 13,71 casos por 100.000 habitantes. Segundo o grupo, os dados evidenciam o crescimento da epidemia no Pará, e, com isso, a vulnerabilidade do sistema de assistência à saúde em todo o Estado. Confira outras informações divulgadas pelos ativistas:
No período de 1980 a 2010, ocorreram 8.154 óbitos tendo como causa básica a aids, na Região Norte, sendo a maioria no Estado do Pará (4.186 óbitos; 51,3%), no Amazonas (2.117; 26%), e em Rondônia (820; 10,1%). No ano de 2010, ocorreram 923 óbitos na Região Norte, sendo 480 (52,0%) no Pará, 277 (30,0%) no Amazonas, 71 (7,7%) em Rondônia, 37 (4,0%) no Tocantins, 32 (3,5%) em Roraima, 14 (1,5%) no Acre e 12 (1,3%) no Amapá.
Segundo informações do DAME – HUJBB, a taxa de óbitos por aids em mulheres aumentou desde 2010, quando foi de aproximadamente de 22,34% do total de óbitos, para 28,12% em 2011, atingindo 31,74% apenas no primeiro semestre de 2012.
Considerando que a reforma do espaço físico do hospital obrigou à redução do números de leitos para pacientes com HIV aids de 30 para 20 isso indica que há mais mulheres sendo internadas em estado grave com aids no hospital; que há o diagnóstico tardio de HIV-aids em mulheres; a existência da feminização da epidemia; e a vulnerabilidade do programa de aids em Belém.
Com relação aos homens, de acordo com os dados fornecidos pelo DAME-HUJBB, a taxa de óbitos por aids, que em 2010, foi de 77/65% caiu levemente para 71,87% em 2011, atingindo o valor alarmante de 46,51%, só no primeiro semestre de 2012.
Considerando que o hospital HUJBB é referência regional no atendimento de pacientes com aids, e que vários casos tem o diagnóstico definido apenas na internação hospitalar, constata-se que a rede básica de saúde do município de Belém não é eficiente na detecção precoce do HIV. O diagnóstico tardio é uma realidade em Belém. No Hospital Barros Barreto de cada três altas de aids uma delas é por óbito, nos três últimos anos.
O diagnóstico tardio compromete severamente o tratamento do paciente, já que este é admitido no hospital com um quadro clínico gravíssimo. Muitas vezes o usuário descobre não apenas uma doença oportunista grave, mas a sua própria condição de soropositivo já no hospital.
Considerando que 42% das mulheres e 25% de homens investigados, no período de 2010 ao 1° semestre de 2012, procedem do interior do Estado, isso indica a deficiência de diagnóstico de HIV no interior do Estado do Pará. O Estado, que possui 144 municípios, registra apenas 57 CTA’s, sendo 7 na região metropolitana e 50 para atender aos demais municípios paraenses, significando que 2/3 do Estados estão sem cobertura para o diagnóstico de HIV-Aids.
No período de 1998 a 2010, pode-se observar um aumento na taxa de incidência de aids na Região Norte, passando de 6,1/100.000 habitantes em 1998 para 20,6 em 2010, o que corresponde a um crescimento de 237,7%. No Pará, em 2010, a taxa de incidência de aids, aumentou para 19,5; ultrapassando a média nacional (17,9).
Belém (41,3) é a 3° capital em incidência de casos de aids na Região Norte. E nos municípios com mais de 50 mil habitantes, destacam-se: Paragominas/PA (54,2), Benevides/PA (40,7), Redenção/PA (35,7), Marituba/PA (32,3), Ananindeua/PA (27,5), e Bragança/PA (27,4).
LEITOS
O Pará tem um hospital de referência para tratamento de HIV/aids, o Hospital Universitário João de Barros Barreto, do SUS, que dispõe de um total de 30 leitos para a síndrome. Em Belém, mais quatro hospitais públicos oferecem leitos do SUS para HIV, são eles: Hospital de Clínicas (4 leitos), Fundação Santa Casa (4 leitos), Hospital Dom Luis – Beneficência Portuguesa (2 leitos), Hospital da Ordem Terceira ( 2 Leitos) totalizando 42 leitos de HIV aids para a capital do Estado, Belém, para onde se dirigem a maioria de usuários.
Apenas dois hospitais privados destinam leitos para tratamento de casos de HIV/aids, são eles: Hospital Porto Dias (2 leitos) e Hospital Adventista de Belém (3 Leitos).
No interior do Estado estão 26 leitos disponíveis para o SUS, em diferentes hospitais nas cidades de Alenquer, Altamira, Ananindeua, Aurora do Pará, Barcarena, Bragança, Castanhal, Marabá, Marituba, Redenção, Santarém e Tucurui. Todo o SUS no Estado do Pará dispõe, em dados oficiais, de 68 leitos, sendo 42 na capital e 26 no interior.
Considerando, portanto, que só existem 68 leitos hospitalares para pacientes HIV em todo o Estado, que tem uma população de 7.065.573 habitantes pode-se dimensionar a extensão da tragédia e compreender porque aids ainda significa morte na mentalidade dos paraenses.
Fonte: Agência de Notícias da AIDS
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ONGS REVELAM A SITUAÇÃO PREOCUPANTE DA AIDS NO PA
A Sociedade Civil Organizada está preocupada com o aumento do número de mortes por Aids no Estado. Pelos menos 1.426 pessoas morreram vítimas da doença, segundo aponta o último boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Deste total de óbitos, 505 aconteceram somente em 2011, um dado preocupante que revela o Pará no topo da lista de mortes por Aids na região Norte. Para piorar a situação, as Organizações Não Governamentais (ONGs) que trabalham na prevenção e combate à epidemia da enfermidade, além da assistência dos pacientes, denunciam que faltam medicamentos na rede pública de saúde para pessoas que vivem com o vírus HIV. A queixa também alerta para a pouca quantidade de leitos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
“O governo já fala em 84 óbitos no ano passado (2012), mas a gente sabe que esse número é maior”, colocou o presidente da ONG Fórum Paraense de Aids, Cledson Sampaio. O militante não apresentou nenhum documento que comprovasse os índices, mas ressaltou que, durante os fóruns de discussões das entidades, correm informações de que morrem, em média, de três a quatro pacientes de Aids por semana no Hospital Universitário João de Barros de Barreto (HUJBB), referência no tratamento da doença no Estado.
“Se é verdade que estas mortes estão acontecendo, temos uma faixa de 16 mortes por mês (seriam 192 mortes por ano, somente no HUJBB), e não 84, como o governo disse. Isto prova que o Estado não tem controle sobre o tratamento da doença ou alguma outra coisa está errada”, desabafou Cledson.
A assessoria do hospital não confirmou as informações e ressaltou que o Barros Barreto segue as regulações determinadas pelo Ministério da Saúde. Quando um paciente de Aids vai a óbito, os dados são repassados para o próprio Ministério da Saúde.
De acordo com o Boletim Epidemiológico, em 2009, 432 pacientes de Aids morreram em consequência da doença. Em 2010, o total de óbitos aumentou para 489 e, em 2011, atingiu a faixa de 505 mortes por Aids no Estado. Ou seja, a média de crescimento da mortalidade pela doença foi de 17% em três anos.
Na capital paraense, a situação ainda é mais alarmante, pois a taxa de mortalidade por HIV/Aids é quase o dobro da média nacional. Enquanto que no Brasil a média de morte é de 6,31 para cada 100 mil habitantes, em Belém os índices são de 13,71 casos por 100 mil habitantes.
Para a coordenadora estadual de DST/Aids, Débora Crespo, a atitude das lideranças das ONGs é de causar estranheza, uma vez que não se pode trabalhar com informações extraoficiais, pois ainda não foram levantadas as estatísticas de 2012 relacionadas aos casos e óbitos de HIV e Aids. O Boletim Epidemiológico será concluído somente em dezembro. “Não é adequado eles discordarem, pois nem a gente tem algum dado oficial. O boletim que temos é o de 2011, do qual eles já têm conhecimento. Os dados de 2012 serão conhecidos somente no final do ano”, considerou Débora.
Ela desconhece o indicativo de 84 mortes por Aids no ano passado. “Não temos nenhum número sobre isso, então não podemos afirmar. O que sabemos é que em 2011 o número de óbitos foi de 505 e que 700 novos casos de HIV foram confirmados”, reiterou a coordenadora.
Medicamentos estão em falta na rede pública de saúde
O coordenador do Fórum Paraense de HIV/Aids, Cledson Sampaio, também denunciou a falta dos medicamentos Sulfadiazina e Ácido folínico, que são entregues gratuitamente aos pacientes de Aids, para combater a toxoplasmose (infecção oportunista que pode levar o paciente a óbito), uma vez que eles possuem a imunidade sensível. “Estes medicamentos estão em falta há alguns meses já na rede pública e isso é prejudicial aos pacientes”, frisou o militante.
Segundo a representante do Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará, Amélia Garcia, que presta apoio a um grupo de mulheres que vivem com HIV e Aids, os medicamentos estão em falta desde setembro. “Eu acompanho a dona Rosa (52), que desde setembro tem que comprar os remédios porque não encontra mais disponível na rede pública”, destacou. O sobrenome da paciente foi preservado.
O acompanhante do paciente S.S.C, 38, também denuncia a falta dos dois medicamentos. Ele passou dez dias sem tomar a dosagem das medicações porque não encontrava os fármacos na rede pública. O caso dele é ainda mais agravante porque teve o diagnóstico positivo para HIV recentemente.
Quando soube que estava com o vírus, a doença já tinha se manifestado e estava em um estágio avançado. A internação era necessária o quanto antes, mas isso só foi possível 20 dias depois que se cadastrou na Central de Leitos.
O problema da falta de medicamentos foi levado pelas ONGs ao secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco, que se comprometeu em verificar a situação e garantir que estes remédios básicos não faltem mais aos pacientes. A ausência desses medicamentos na rede pública não foi justificada.
Ausência de leitos e especialistas na lista de problemas
A pouca quantidade de leitos é outro problema apontado pelas ONGs de combate a Aids. Cledson acredita que está na hora do Estado reorganizar os leitos e reservar alguns também em hospitais regionais, assim diminui a fila de espera por uma vaga no Hospital Barros Barreto, que dispõe de apenas 30 leitos para atender a demanda.
Além desta unidade, Belém conta com outros quatro hospitais que oferecem leitos para pacientes, sendo o Hospital de Clinicas e Santa Casa, com quatro leitos cada um, e a Beneficente Portuguesa e Ordem Terceira, com dois leitos cada um.
De acordo com o acompanhante de S.S.C., o problema de conseguir internação nestes hospitais é que eles não teriam um infectologista de plantão os sete dias da semana. “Estes especialistas não estão nos hospitais aos finais de semana e os pacientes de Aids ficam assistidos apenas pelo clínico geral”, denunciou.
Débora ressaltou que as atenções do Ministério da Saúde e do Governo do Estado tendem a priorizar agora a assistência aos que já desenvolveram a doença. A rede hospitalar do tem leitos contratualizados para pacientes de Aids e o SUS repassa os gastos para aquele paciente”, frisou.
Fonte: Diario Online
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